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Saia da rotina e vá buscar novos conhecimentos

1 - Trabalho numa grande empresa em que existe um projeto inicial para a montagem de uma universidade corporativa. Em meio a diversas possibilidades de formato, quais são os princípios mais importantes que não devemos perder de vista? Carolina Freitas, de São Paulo Antes de mais nada sugiro visitar empresas brasileiras com universidades corporativas e fazer um levantamento […]

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Saia da rotina e vá buscar novos conhecimentos (Marcelo Caldeira/EXAME.com)

Saia da rotina e vá buscar novos conhecimentos (Marcelo Caldeira/EXAME.com)

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Vicente Falconi

Publicado em 15 de julho de 2014 às, 20h16.

1 - Trabalho numa grande empresa em que existe um projeto inicial para a montagem de uma universidade corporativa. Em meio a diversas possibilidades de formato, quais são os princípios mais importantes que não devemos perder de vista? Carolina Freitas, de São Paulo

Antes de mais nada sugiro visitar empresas brasileiras com universidades corporativas e fazer um levantamento das características das melhores. Existem modelos diferentes dependendo de muitos fatores, tais como tamanho da companhia, suas necessidades e cultura de desenvolvimento de pessoas.

Nos Estados Unidos, algumas até mesmo vendem seus serviços (o que não defendo). Sou favorável a um modelo mais simples: o de uma universidade cuja função é preparar as pessoas para conhecer melhor a empresa, com cursos ministrados pelos próprios executivos e com convidados eventuais, como palestrantes externos, que sejam especialistas em temas específicos. 

Usar o pessoal da casa para dar as aulas tem várias vantagens. ­A principal delas é que quando o professor é um chefe os alunos têm a tendência a prestar mais atenção no que é dito. Além disso, o chefe que dá aula se compromete com as técnicas que está ensinando e acaba se expondo se não coloca em prática aquilo que pregou aos alunos.

Outra vantagem é que os próprios problemas da empresa são discutidos — e não são exemplos teóricos, como pode ser a tendência de um professor externo. Geralmente, existe a preocupação de que os diretores são muito ocupados e não têm tempo para lecionar.

Mas isso não deveria ser uma desculpa, já que um bom chefe deve dedicar tempo suficiente também para a formação e o preparo de suas equipes. Deveria fazer parte do dia a dia e não representar uma atividade excepcional. A quantidade de tempo dedicada às aulas não é assim tão grande a ponto de atrapalhar as demais tarefas.

A universidade corporativa deveria, a meu ver, ser mais voltada para as necessidades operacionais imediatas da organização em três grandes áreas. Em primeiro lugar, os cursos podem cobrir temas relativos ao conhecimento técnico das áreas operacionais, tais como compras, logística, vendas, marketing, finanças, jurídico e RH.

Outra família de cursos pode ser voltada para o conhecimento do método gerencial, como sistemas de gestão, planejamento estratégico, gerenciamento de projetos, gerenciamento da rotina, análise da informação, entre outros.

Uma terceira área importante a ser coberta é a de liderança — incluindo nesse campo estabelecimento de metas, sistemas de incentivo, recrutamento e seleção, avaliação do desempenho, meritocracia, como dar um feedback e formação de cultura empresarial.

Como uma empresa é uma instituição dinâmica,  em que pessoas saem e entram constantemente, a universidade corporativa é um elemento de alinhamento das pes­soas às práticas empresariais atuais. No final, os participantes podem ganhar um título de mestrado interno. 

Eu deixaria de lado os cursos em parceria com “escolas famosas”, conhecidos como in company. A experiência mostra que vale mais a pena a empresa patrocinar alguns de seus funcionários para que eles estudem nessas instituições do que pensar em cursos “sob medida”, desenvolvidos por essas escolas para ser dados dentro da companhia.

2 - Existe muito discurso contra e a favor dos cursos de MBA. De fato, eles são caros, exigem tempo e muitas vezes as empresas não estão dispostas a bancar a experiência para seus funcionários. Qual sua opinião? Luís Eduardo Rocha, do Rio de Janeiro

A melhor possível. acredito pós-gradução realizada no exterior ou, pelo menos, fora da região onde você tem parentes ou amigos. Ir para um lugar novo no qual ninguém espera de você julgamentos preconcebidos  — sejam eles bons ou ruins — é uma jornada de libertação e de criação de uma nova consciência de suas capacidades profissionais e de relacionamento.

Nem sempre é possível dedicar um tempo a isso com o consentimento ou o apoio financeiro da companhia em que você trabalha. Se você encara sua pós-graduação como um processo de mudança em sua vida pessoal e profissional, então pode ser uma boa decisão partir, mesmo que você não tenha nenhum patrocínio.

Se for preciso, deixe seu emprego para trás. Foi o que eu fiz. Tenho um mestrado e um pós-doutorado realizados no exterior — e o balanço dessas duas experiências foi o melhor possível.

A pós-graduação não deve ser encarada como uma mera sequência de cursos. Ela deve ser vista como um renascimento pessoal. É por isso que também defendo que esse tipo de curso só seja feito depois que você já trabalhou um pouco e tem mais certeza sobre o que gosta de fazer.

Um MBA não quer dizer que você vai “mudar completamente de carreira”, mas, sim, elevar seu nível de desempenho como ser humano, aprender novas línguas, conhecer muitas pessoas, criando uma rede de contatos mais possante. 

Quando fui para o exterior, dei o maior trabalho a meus patrocinadores (no caso, o governo americano), pois fui enviado a uma universidade e queria outra.

Escolhi a melhor escola que se conhecia naquela época em meu campo de trabalho (Colorado School of Mines) e me mandaram para a Universidade de Kansas. Fui, mas, enquanto não mudei para a Colorado School of Mines, não sosseguei.

Se vamos para o exterior, temos de encarar isso como um projeto de vida e buscar o melhor para a situação. Pesquise, pergunte, busque o melhor para você. O melhor.

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