Revista Exame
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Do digital para o físico: marca de lingeries e pijamas faz o caminho inverso; saiba o motivo

A marca de lingeries e pijamas Ava Intimates nasceu online, abriu loja física e agora aposta nos dois canais

Correia, da Ava Intimates: após reticência inicial, marca de lingerie tem duas lojas em SP (Divulgação/Divulgação)

Correia, da Ava Intimates: após reticência inicial, marca de lingerie tem duas lojas em SP (Divulgação/Divulgação)

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Isabela Rovaroto

20 de janeiro de 2023, 15h03

A publicitária e designer paulistana Letícia Correia empreendeu a partir da premissa de que muitas mulheres já sabem de cor o número e a modelagem de lingerie de preferência. Em 2015, ela largou o emprego numa multinacional e investiu R$ 20 mil reais na Ava Intimates, um comércio eletrônico de lingeries com estampas autorais e formatos raros nos magazines brasileiros. Muitas mulheres até compraram a ideia de Correia, e as vendas online bombaram por dois anos, sobretudo por causa de uma publicidade constante nas redes sociais. 

Só que havia um custo de oportunidade aí. Após eventos presenciais, momento em que as clientes podiam tocar e provar as peças antes de comprar, as vendas bombavam no site. No início, a empreendedora estava reticente com a ideia. “Abrir uma loja física envolve maior quadro de funcionários, aluguel do ponto no shopping, gastos com obras e estoque maior. É importante ter um planejamento financeiro adequado, saber se o seu cliente está no físico e como vender para ele”, diz.

Em 2018, a Ava abriu uma loja conceito num shopping de luxo na capital paulista. Por ali, consumidores podem sentir a textura das peças, fechar a compra e, em caso de arrependimento, fazer a troca. “Só o fato de termos aberto a loja já elevou a procura, inclusive no online”, diz Correia. “Além disso, as lojas físicas representam, hoje, 30% das vendas.”

(Arte/Exame)

A pandemia, contudo, trouxe percalços a uma estratégia de canais que vinha funcionando redondinha. Em meio a lojas fechadas, o foco voltou a ser 100% online. O momento para a venda de pijamas não poderia ser melhor: milhares de pessoas em casa e muitas vezes trabalhando de pijama. “Nós crescemos 85% na pandemia. Até aquele momento, nosso negócio era mais voltado para a venda de lingeries. Aumentamos a oferta de pijamas e hoje as peças representam 60% das vendas online.” 

Loja da Ava Intimates elevou as vendas online e já representa 30% do faturamento (Divulgação/Divulgação)

Em 2021, a Ava vendeu 20.000 peças e faturou 4,4 milhões de reais. Os números de 2022 ainda não estão 100% fechados, mas tudo indica uma receita de 5,7 milhões de reais. Atualmente, com duas lojas em bairros nobres de São Paulo, a empresa de Correia está no meio de um processo de fusão e aquisição. “Um investidor externo neste momento poderia acelerar o processo de expansão da Ava”, diz Correia. “É uma possibilidade no nosso radar e pode acontecer ainda neste ano.”  

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