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De série a exposição: 4 indicações culturais imperdíveis para ver em outubro e novembro

Após 18 anos, os Rolling Stones apresentam álbum com letras assinadas por Jagger e Richards e participações de outros artistas

Os Rolling Stones: colaboração de Paul McCartney e Elton John. (Dave Benett/Getty Images)

Os Rolling Stones: colaboração de Paul McCartney e Elton John. (Dave Benett/Getty Images)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 26 de outubro de 2023 às 06h00.

Na era em que artistas são ressuscitados por ferramentas de inteligência artificial, os Rolling Stones mostram que pertencem à atualidade. No último dia 20, o grupo apresentou seu 24o álbum de estúdio britânico, ­Hackney Diamonds. Esta é a primeira vez desde o lançamento de A ­Bigger Bang, em 2005, que a dupla Mick Jag­ger e Keith Richards volta a assinar músicas inéditas. O título do álbum faz alusão a Hackney, antigo bairro operário no leste de Londres, hoje gentrificado, e aos “diamantes”, referentes aos cacos dos vidros de carros arrombados para furtos.

No videoclipe de Angry, single que apresenta o álbum, Sydney Sweeney, protagonista da série Euphoria, da HBO, anda em um Mercedes-Benz conversível por Los Angeles. Jagger, Richards, Ron Wood e Charlie Watts aparecem em outdoors pelas avenidas em diferentes fases. A inspiração do vídeo tem como base o livro Rock ‘n’ Roll Billboards of the Sunset Strip (2016), sobre os outdoors de bandas de rock das décadas de 1960 a 1980 em Hollywood. Dirigido por François Rousselet, também responsável por produções com Madonna, Kanye West e Pharrell Williams, o clipe inseriu imagens antigas da banda em mais de 100 outdoors da cidade.

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Em entrevista à Rolling ­Stone americana, o diretor disse que buscou trechos de músicas em que Jag­ger dizia as palavras “­angry” e “pain” para sincronizar com a música atual. Entre as imagens há cortes de 1981, do álbum ­Sucking in the Seventies, da apresentação de 1974, Ladies & Gentlemen, e da turnê de 1982. “Sei que não está 100% perfeito, mas cumpre o propósito. E, às vezes, é meio perturbador ver um Mick Jagger jovem cantando a letra”, disse.

Além de Angry, há outras 11 faixas com participação de Lady Gaga, Stevie Wonder, Elton John e Paul McCartney, que aparece tocando baixo em Bite My Head Off. O processo de gravação também foi registrado, e possivelmente haverá um documentário do backstage.

Se ouvir e ver ainda não for suficiente, o grupo também lançou uma coleção de roupas assinada pelo estilista britânico Paul Smith. “­Como marca, sempre tivemos um relacionamento próximo ao mundo da música e considero os Rolling ­Stones um dos meus grupos favoritos. Além de ser fã, também tenho a sorte de poder chamar os integrantes da banda de amigos. Hackney Diamonds é um álbum fenomenal, com um espírito destemido”, diz Smith. A colaboração se estende a um vinil com a caligrafia de Paul para a lista de faixas no verso.

Hackney Diamonds | Rolling Stones | Disponível nos streamings


Exposição

Histórias do mundo

Histórias Indígenas | MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand | Até 25 de fevereiro de 2024 (Divulgação/Divulgação)

Há sete anos, expressar a pluralidade é um dos motes do Masp. Até fevereiro, o museu paulistano apresenta Histórias Indígenas, uma mostra com mais de 285 obras de diferentes mídias, origens e épocas, desde o período anterior à colonização europeia até o presente. Doze curadores de sete países selecionaram trabalhos de mais de 170 artistas divididos em oito núcleos, sendo sete dedicados a diferentes regiões do mundo.

Histórias Indígenas | MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand | Até 25 de fevereiro de 2024


Streaming

Jeitinho carioca 

How to be a carioca, com Seu Jorge, Malu Mader e Mart’Nália | Disponível no Star+ (Divulgação/Divulgação)

Aprenda a fazer amigos rapidamente, convide todo mundo para a sua casa e se torne um sommelier de caipirinhas. Essas são algumas das indicações da série How to be a Carioca, que pretende apresentar o melhor do estilo de vida dos que vivem no Rio de Janeiro. Baseado no livro homônimo da americana Priscila Ann Goslin, a cada episódio, estrangeiros de Israel, Alemanha, Argentina, Angola e Síria viverão uma situação no Rio na tentativa de se adaptar à cultura local. Para auxiliar os gringos, Francisco (Seu Jorge) será o guia.

How to be a carioca, com Seu Jorge, Malu Mader e Mart’Nália | Disponível no Star+


Série

Como viver até os 100 anos

Produção da Netflix: lições de vida (Divulgação/Divulgação)

Grosso modo, e excluídas fatalidades como guerras e acidentes de carro, são quatro as principais causas de morte: câncer, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e diabetes tipo 2. São os chamados quatro cavaleiros. Em vez de entupir o paciente de remédios, uma nova abordagem sobre saúde consiste em impedir que os tumores apareçam e se espalhem. Ou evitar aquele primeiro ataque cardíaco. Ou desviar alguém do caminho rumo ao Alzheimer.

Essa nova forma de encarar doenças crônicas é o que o médico americano Peter Attia chama de medicina 3.0 no livro Outlive: A Arte e a Ciência de Viver Mais e Melhor (Intrínseca), que tem frequentado ao longo do ano as listas de best-sellers. Segundo Attia, um ex-intensivista e maratonista aquático, os tratamentos da medicina tradicional são tardios, focados em prolongar a longevidade, mas com poucos efeitos na qualidade de vida. É preciso substituir esse modelo ultrapassado por uma estratégia personalizada e proativa.

A qualidade de vida tem sido atrapalhada pelos prejuízos que a vida moderna traz para o relógio biológico, segundo o neurocientista Russel Foster, autor do livro O Ciclo da Vida (Objetiva). De que forma comer depois do pôr do sol afeta nosso peso? Por que nosso humor muda da manhã para a tarde? Essas são algumas das questões abordadas por Russell. Já a série Como Viver até os 100: Os Segredos das Zonas Azuis, do pesquisador Dan Buettner e lançada no fim de agosto na Netflix, aborda os hábitos das comunidades mais longevas do mundo, de Okinawa, no Japão, a Sardenha. São áreas associadas a um estilo de vida que promove a saúde e o bem-estar. E o melhor: com lições que podem ser aplicadas em qualquer canto do mundo.

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