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A vez da Coteminas

Grupo brasileiro se associa a gigante americana em condições vantajosas para ampliar seu poder

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Marcelo Onaga

Publicado em 30 de março de 2011 às, 12h41.

O caminho percorrido pela AmBev começa a ser seguido também pela mineira Coteminas. Maior empresa têxtil do Brasil, controlada pelo vice-presidente da República, José Alencar, a Coteminas anunciou em outubro uma associação com a americana Springs, a maior indústria americana no setor de cama, mesa e banho.

A exemplo da união entre AmBev e Interbrew, que resultou na maior cervejaria do planeta, o negócio fechado entre Coteminas e Springs formou a maior empresa do setor no mundo. Batizada de Springs Global, a nova empresa terá 25 000 funcionários, 36 fábricas e faturamento de 2,4 bilhões de dólares. O acordo, que ainda depende da aprovação dos órgãos de defesa da concorrência do Brasil e dos Estados Unidos, deve começar a vigorar no início de 2006.

No anúncio do negócio, ambos os lados insistiram na idéia de que o controle da nova companhia será compartilhado. "É uma fusão de verdade, ninguém está comprando ninguém", afirma Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas e filho de José Alencar.

Alguns detalhes, no entanto, indicam que a empresa brasileira deve exercer um poder maior que a americana. O primeiro é a composição acionária da Springs Global. A Coteminas terá 50% da companhia. O restante será dividido entre a família Close, fundadora da Springs -- com 25% de participação --, e o fundo de investimentos Heartland Industrial Partners -- com os outros 25%.

De acordo com Gomes da Silva, o fundo de investimentos deve vender sua participação na Springs Global nos próximos anos, o que abriria espaço para a empresa mineira aumentar sua participação. Além disso, a composição acionária, da maneira como está definida, garante que a Coteminas escolherá quatro dos oitos membros do conselho de administração.

A família Close nomeará dois, e o Heartland Industrial Partners, outros dois. Apesar de as presidências, tanto do conselho quanto a executiva, ser compartilhadas por Gomes da Silva e por Crandall Close Bowles, principal executiva da Springs, o quartel-general da empresa será em São Paulo. "Foi uma decisão estratégica, não tem nada a ver com divisão de poder", afirma Gomes da Silva.

Apesar de ser menor que a Springs, a Coteminas tem fábricas mais eficientes e custos de produção mais baixos -- outra semelhança com a AmBev. A empresa têxtil americana tem uma linha de produtos mais ampla, maior capacidade no desenvolvimento de artigos para o lar e bons canais de distribuição no maior mercado do mundo.

Enfrenta, porém, problemas de produtividade e vem diminuindo as atividades. "É fato que eles vinham reduzindo suas operações nos Estados Unidos, mas continuam sendo um grupo forte", afirma Gomes da Silva. Com a fusão, a empresa ganha músculo para competir com os produtores chineses e asiáticos no mercado global. Há estudos até para a construção de fábricas na China.
 

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