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O Brasil tem pelo menos 7 milhões de famílias sem um domicílio adequado. O contingente ocupa favelas ou áreas de invasão sem toda a documentação regularizada. Para a empreendedora paulistana Helen Moraes, o problema da habitação serviu de mote para a criação de dois negócios.

O primeiro foi o Habita Reurb, um escritório de regularização fundiária. Fundado em 2014, o negócio faz a ponte entre órgãos públicos e comunidades de baixa renda de modo a juntar a papelada necessária para a cessão dos títulos de posse. De lá para cá, já foram 10.000 moradias regularizadas em São Paulo e na Bahia. No ano passado, o negócio movimentou 8 milhões de reais em honorários.

Em 2020, o potencial da moradia popular levou Helen a criar a construtora e incorporadora HB Brasil.

A empresa não só ergue o domicílio como, em muitos casos, cuida também de asfalto, iluminação e saneamento básico do loteamento. Em três anos, ela já entrou em projetos com 600 milhões de reais em valor geral de vendas. O faturamento previsto é de 20 milhões de reais em 2024.

O interesse de Helen pela moradia vem desde cedo. “Estudei em colégio particular, mas minha família sempre morou de aluguel”, diz ela, lembrando que em certa ocasião sua família foi praticamente despejada e acabou indo morar na casa dos avós dela. “Eu falava que queria sair dessa condição e fazer casa, mas não queria ser engenheira.”

Qual a história de Helen Moraes

Filha de um advogado e de uma cozinheira, ela se formou em direito em São Paulo. Anos depois, mudou-se para a Bahia, onde trabalhou em órgãos públicos dedicados ao tema da regularização fundiária em comunidades de baixa renda.

Até agora, as empreitadas de Helen foram financiadas com capital próprio ou emprestado de bancos. Quase todo o lucro tem sido reinvestido na operação. No futuro, Helen quer abrir duas frentes de negócios: a HB Bank, para financiar os imóveis populares, e outra de administração de condomínios.

Nessa trajetória de dez anos de regularização fundiária e de quase quatro na construção civil, Helen viu de perto os preconceitos de raça e de gênero.

Recentemente, ao visitar um terreno, simplesmente foi ignorada pelo proprietário. “A sociedade não gosta de que eu seja mulher preta, plus size e em um espaço de poder”, diz ela. “Mas eu me coloco nesse lugar. Eu entro em uma loja de luxo e deixo todo mundo olhando para a minha cara. Estou no front, sou protagonista.”

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