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Nova investida do SoftBank, Contabilizei quer ir além da contabilidade

Fundada em 2013, a empresa de tecnologia acaba de fechar sua rodada série C de captação, liderada pelo fundo japonês. O valor da transação não foi divulgado

Os investimentos do SoftBank no Brasil não param. A Contabilizei, que atua como um escritório de contabilidade digital, anuncia nesta quinta-feira, 14, ter levantado uma rodada de captação série C liderada pelo Latin America Fund do SoftBank. Os fundos Kaszek, Point72, Quona e IFC (do Banco Mundial), que já eram investidores da empresa, também participaram da rodada. O valor investido e o valuation não foram divulgados. Até então, a empresa já havia recebido 100 milhões de reais em investimentos. 

O anúncio da Contabilizei acontece uma semana depois do e-commerce de móveis MadeiraMadeira ter recebido um aporte de 190 milhões de dólares liderado pelo fundo, ultrapassando avaliação de 1 bilhão de dólares, o que lhe garantiu o desejado título de unicórnio. Em novembro, o SoftBank liderou também a rodada série D de captação da plataforma de marketplace Olist.

Além da contabilidade

A Contabilizei foi fundada em 2013 por Fabio Bacarin e Vitor Torres, o atual presidente. A empresa presta um serviço de contabilidade para pequenas e médias empresas de forma digital, cobrando mensalidades que variam entre 89 e 289 reais por mês. Ao longo dos últimos anos, a companhia foi além da contabilidade e passou a fazer a abertura de empresas e a oferecer uma conta digital para pessoa jurídica, em parceria com o banco BS2. 

Com a nova rodada liderada pelo SoftBank, o plano da empresa de tecnologia é continuar a diversificar sua oferta de produtos para os pequenos negócios brasileiros. "Vemos na Contabilizei um serviço completo que ainda tem muito potencial para crescer e oferecer novas soluções. Há um grande número de autônomos e empreendedores brasileiros que, além de economizar migrando para este novo modelo, precisam de auxílio para se organizar e crescer”, diz Carlos Medeiros, sócio do SoftBank. 

De acordo com Torres, a Contabilizei trabalha agora para ajudar os empreendedores com a gestão financeira dos seus negócios. Com os dados de contabilidade e da conta bancária dos clientes, a empresa de tecnologia consegue automatizar o pagamento de impostos, a transferência de salários e a repartição dos lucros para os sócios. “Queremos eliminar as tarefas burocráticas de gestão para que o cliente possa focar no negócio dele”, afirma o cofundador. 

Outras startups atuam no Brasil para ajudar os pequenos negócios a organizar o caixa, como a Conta Azul e a Omie. Segundo Torres, o principal diferencial da Contabilizei é que as novas soluções não vão exigir que o empreendedor interaja com a plataforma no dia a dia. “É um piloto automático para a gestão operacional. Não é bem um ERP, mas sim um assessor financeiro”, afirma.

O investimento também será usado para expandir o time da empresa, atualmente com 500 pessoas. O objetivo é contratar pelo menos mais 200 funcionários para as áreas de tecnologia, produto, contabilidade e finanças até o final do ano. “O SoftBank investiu no Brasil no Banco Inter, por exemplo. Com o conhecimento que eles têm da indústria, podem nos ajudar a conduzir os planos e, no futuro, eventualmente acompanhar ou liderar novas rodadas”, diz Torres. 

A disputa com contadores, que temiam que a empresa de tecnologia acabasse com seu mercado, está no passado, de acordo com o presidente. “São cerca de 15 milhões de empresas no Brasil, das quais só 30.000 são nossas clientes. Há espaço para todo mundo”, afirma.

Planos para 2021

No começo da crise causada pelo coronavírus no país, a Contabilizei temia que seu negócio fosse duramente afetado. Com o passar dos meses, na verdade, viu um efeito contrário. Muitas pequenas empresas, em busca de cortar custos e digitalizar o negócio, foram procurar soluções mais baratas e online. O número de clientes passou de 10.000 em janeiro para 30.000 em dezembro de 2020 com taxas de cancelamento (churn rate) menores que 2% ao mês. 

O marketing digital é uma das estratégias centrais da empresa para se comunicar com possíveis empreendedores clientes mas não é a única que está em jogo. Parcerias com bancos, empresas de telefonia e e-commerce trazem novos clientes, assim como a recomendação de quem já usa o serviço. 

Para 2021, a meta da empresa é dobrar o tamanho da operação mais uma vez. “Temos investidores qualificados, gasolina no tanque e mais de 500 colaboradores para nos ajudar a atingir o objetivo”, diz Torres. 

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