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Com US$ 40 mi da Hash, Brasil teve US$ 779 milhões em startups em outubro

Investimentos em venture capital no Brasil em outubro superaram o mês de setembro; rodada série C da fintech Hash ajudou no resultado

As startups brasileiras seguem mantendo o mercado de venture capital (ou investimento de risco) bem movimentado. Em outubro, essas empresas receberam 779 milhões de dólares em investimentos, mais do que o dobro aportado no mês de setembro, quando receberam 344 milhões de dólares. Parte desses números se deve a rodada série C envolvendo a Hash, fintech brasileira de pagamentos. Em outubro, a Hash levantou 40 milhões de dólares com os fundos QED Investors, Kaszek e Endeavor Scale-Up.

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As informações vêm do relatório mensal do hub de inovação aberta Distrito, chamado de Inside Venture Capital, e que foi divulgado nesta quarta-feira, 3.

No consolidado do ano, o total recebido por startups brasileiras já supera 8 bilhões de dólares, em 614 rodadas nos últimos dez meses. A quantidade é 120% maior do que o total aportado durante todo o ano passado. Quando comparado ao volume recebido pelas startups em outubro de 2020, os 779 milhões de dólares também representam um aumento superior a 100%.

Além da Hash, outras rodadas importantes elevaram o resultado do mercado de venture capital em outubro — 53 para ser mais exato. Uma delas é a da Pipefy, de gerenciamento de softwares para gestão de trabalho, que levantou 75 milhões de dólares. Além dela também tiveram aportes volumosos em outubro as startups Pismo e CRM&Bônus. Os três aportes foram liderados pelo conglomeado japonês SoftBank. As empresas Justos e Cargo, que também receberam novos cheques em outubro, aparecem na lista do Distrito.

O cheque da Hash comprova uma teoria há muito tempo já vista entre os investimentos de risco no Brasil: a predileção indiscutível pelas fintechs. O setor já totaliza 3,2 bilhões de dólares em investimentos nos últimos 10 meses,e também concentra o maior número de rodadas.  Atrás delas estão as retailtechs, do varejo, com 1,04 bilhão de dólares; real estate (imobiliário) com 1,02 bilhão de dólares; edtechs (educação), com 552,7 milhões de dólares e as startups de mobilidade, com 366,4 milhões de dólares.

Aquisições em alta

Outubro também concentrou quase o dobro de fusões e aquisições em relação à setembro. Foram 33 operações, totalizando 211 no ano — 46 a mais do que nos doze meses de 2020. O maior número de transações foi com fintechs (44), martechs (27), retailtechs (25), edtechs (15) e healthtechs (13). O destaque está nas operações envolvendo as empresas Olivia, Squid, Juno e Neoway, todas adquridas em outubro por gigantes como Nubank, B3 e Locaweb.

Segundo o Distrito, já é possível colocar o Brasil lado a lado das principais economias de venture capital do mundo, como Canadá, por exemplo. Pelos dados do hub, o Brasil já tem destaque no cenário mundial, com 130% mais investimentos do que o México, segundo país mais relevante em investimento de risco da América Latina. “O Brasil deixou de ser uma promessa para ser uma realidade. Estamos em um ritmo de crescimento muito intenso e agressivo e podemos nos igualar às maiores potências no mundo em número de transações e aportes”, disse, em nota, Eduardo Fuentes, responsável pelo relatório no Distrito.

 

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