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Agora Hubla, Chatpay levanta R$60 mi em série A na nova economia da paixão

A startup fundada em 2020 quer ajudar pessoas comuns a ganharem dinheiro com suas habilidades e paixões; rodada série A foi liderada pela Kaszek Ventures
Arthur Alvarenga, CEO, e outros fundadores da Hubla: startup quer ajudar na criação de negócios online (Nitro/Marcus Desimoni)
Arthur Alvarenga, CEO, e outros fundadores da Hubla: startup quer ajudar na criação de negócios online (Nitro/Marcus Desimoni)
Por Maria Clara DiasPublicado em 25/11/2021 09:00 | Última atualização em 24/11/2021 20:46Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A passion economy (ou economia da paixão) presume ser totalmente possível viver de paixões como fonte de renda. Na pandemia, essa teoria ganhou ainda mais força. Com o advento das transmissões online, ficou mais simples ganhar dinheiro com aulas de canto, desenho, yoga e outros hobbies. E há quem acredite e fature com a ideia. É o exemplo da ChatPay, agora Hubla, fintech brasileira cuja solução facilita a monetização de criadores de conteúdo por meio de grupos em aplicativos de mensagem.

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Há menos de dois anos no mercado, a Hubla já conquistou uma leva de investidores. No ano passado, a startup captou 2,1 milhões de dólares como capital-semente com os fundos Kaszek Ventures, Kevin Efrusy, Y-Combinator e Big Bets. Agora, os mesmos investidores decidiram aumentar a aposta, e concluíram um aporte de 60 milhões de reais em uma rodada série A anunciada ao mercado nesta quinta-feira, 25. Além dos antigos investidores, também entrou na rodada o fundo FJ Labs.

A fintech é resultado da união de Arthur Alvarenga, Bernardo Reis, Breno Oliveira, João Alvarenga e Raphael Capelã, cinco jovens empreendedores de Minas Gerais que acreditam que monetizar conteúdos autorais em aplicativos de mensagens é (e continuará sendo) a maneira mais efetiva de fazer negócios na economia da paixão — melhor até mesmo do que recorrer a redes sociais tradicionais como Facebook e Instagram.

Por trás dessa ideia está a criação de comunidades restritas, nas quais a participação depende do pagamento pelos conteúdos oferecidos. “Queremos que criadores alcancem a autonomia, sejam donos de seus próprios negócios e deixem de lado a dependência dessas redes”, diz Arthur Alvarenga, CEO da Hubla.

O capital será usado para a criação de novos produtos em um futuro próximo, mas é visto pela Hubla, acima de tudo, como a comprovação de um modelo de negócio de sucesso. “O aporte é uma validação de que nossa tese funciona e é lucrativa”, diz. “Nossos criadores hoje têm comunidades rentáveis e que crescem todos os meses”.

Tornar o caminho desse dinheiro até o bolso dos criadores muito mais fluido também exige alguns investimentos em recursos tecnológicos. Para isso, a Hubla oferece uma infraestrutura de pagamentos que inclui um sistema de gestão de dados financeiros, sistema de pagamentos e integração com aplicativos de chat como WhatsApp e Telegram, mas deve expandir o número de plataformas em breve. “É uma coisa que olhamos constantemente, e estamos animados com a tese de descentralização que tem acontecido no universo da economia criativa como um todo”, diz.

Hoje a startup tem mais de 60.000 assinantes e 1.000 comunidades ativas. Nos últimos 12 meses, a Hubla multiplicou o seu faturamento por seis. Sem abrir valores, a startup tem a intenção de dobrar esse crescimento em 2022 e aumentar em dez vezes a base de criadores. Além disso, vai focar na criação de métodos de pagamentos mais ágeis e flexíveis.

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