Ela faliu duas vezes e hoje fatura R$ 8 mi com extensão de cílios

Antes de criar a My Lash, rede especializada em extensão de cílios, a empreendedora Carina Arruda faliu dois negócios, em um deles tendo de arcar com um prejuízo de R$ 50 mil
Carina Arruda, fundadora da My Lash: rede se tornou famosa após atender atrizes como Sharon Menezes e Giovanna Antonelli (Exame/Divulgação)
Carina Arruda, fundadora da My Lash: rede se tornou famosa após atender atrizes como Sharon Menezes e Giovanna Antonelli (Exame/Divulgação)
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Luciana Lima

Publicado em 29/03/2022 às 11:51.

Última atualização em 30/03/2022 às 08:34.

Assim como muitos brasileiros, Carina Arruda, fundadora da rede de franquias MyLash Extensão de Cílios, que faturou R$ 8 milhões em 2021, começou a empreender por necessidade. E, como tantos outros empreendedores, seus primeiros dois negócios acabaram não dando certo por falta de gestão. 

Antes de criar a rede de estética, que conta com 38 unidades, Arruda tentou empreender com uma papelaria de bairro e com uma distribuidora de água. Porém, ambos acabaram falindo em pouco tempo de operação. No caso da distribuidora, ainda deixando para Arruda um prejuízo de R$ 50 mil. 

“Em ambos eu cometi o erro de começar um negócio com pouca experiência e não ter capital de giro para enfrentar a sazonalidade das vendas. Com a distribuidora eu cheguei a ter quatro funcionários, mas tinha de recorrer a empréstimos para arcar com os salário”,  diz Arruda. 

Mudança de rota

Mas as duas experiências serviram de lição e, em 2013, quando Arruda teve a ideia de criar uma clínica especializada em extensão de cílios, a primeira coisa que a empreendedora fez foi se aprofundar no mercado. 

“Mesmo sem falar inglês, me inscrevi num curso da Novalash, nos Estados Unidos, uma das primeiras academias de treinamento focadas em extensão de cílios. Contratei uma tradutora para ir comigo. Sabia que precisava estudar e treinar bastante antes de começar o negócio em si”, diz. 

Outra diferença foi que, desta vez, Arruda não estava empreendendo por necessidade. Após as experiências malsucedidas nos negócios, a carioca havia voltado para o mercado de trabalho e, na época, atuava com atendimento publicitário para o Grupo Globo. O emprego era comissionado e, em apenas um ano, a jovem transformou o salário de R$ 3 mil em R$ 25 mil. 

“Apesar de estar ganhando muito bem, eu estava infeliz, tinha crises de ansiedade, estava tomando remédios. Depois de cinco anos, consegui reunir R$ 200 mil e decidi abrir o estúdio de cílios. Além de mais madura, com mais recursos, eu não estava empreendendo por necessidade. Tudo isso fez diferença”, diz. 

Na época, a extensão de cílios ainda não era um serviço popular no Brasil, então, nos três primeiros meses o volume de atendimentos foi fraco. A My Lash só iria decolar de vez no final do primeiro ano, quando a rede começou a atender famosas como Sharon Menezes e Giovanna Antonelli. 

“Tínhamos fila de espera de três meses e uma única loja não dava mais conta de atender a demanda. Em dois anos, abrimos mais duas unidades no Rio de Janeiro”, diz. 

Franquias e planos para o futuro 

Em 2018, a My Lash entrou para o mercado de franquias e, desde então, soma 38 unidades em oito estados brasileiros, sendo três lojas próprias. O crescimento da rede só não foi maior por conta do impacto da pandemia, em que as lojas ficaram cinco meses fechadas, e o faturamento caiu 50%. 

Com o avanço da vacinação, a expectativa é retomar o crescimento este ano e chegar até dezembro com 70 unidades, aumentando a presença no Sul do país. Uma das apostas é um clube de assinaturas, criado em 2021. Com mensalidades a partir de R$ 157, as clientes podem adquirir pacotes de até 24 manutenções por ano, economizando cerca de 25%. 

“Hoje, 65% do faturamento já vem por meio do clube. Isso torna o negócio mais sustentável, com receita recorrente e os clientes também saem ganhando”, completa Arruda.