Do capital à mentoria, esta empresa quer ser uma “fábrica de startups”

Fundada por ex-sócios da fintech Trigg, a Seastorm é especializada em encontrar e desenvolver ideias de negócios digitais

Uma mistura de fundo de investimento com aceleradora de negócios: é assim que a Seastorm define o seu trabalho. A empresa brasileira, fundada pelos ex-sócios da fintech Trigg, Marcela Miranda e Guilherme Muller, está no mercado desde 2009 em busca de boas ideias que possam se tornar negócios digitais de sucesso. “Somos uma fábrica de startups, partimos a partir de um problema real para criar um negócio do zero”, diz Miranda.

Na prática, a empresa atua como uma holding de startups. Muller e Miranda usam sua experiência com tecnologia e marketing para encontrar boas ideias de negócios digitais. Ao se deparar com um bom projeto de um empreendedor engajado, a dupla compra participação no negócio e ajuda a desenvolvê-lo. Em média, são feitos investimentos de 350.000 reais em cada projeto nascente.

Segundo Miranda, o grande diferencial da companhia não é o dinheiro aplicado, mas sim toda a estrutura que ela oferece para as startups. Ela e Muller trabalham com cada empreendedor para chegar a um modelo de negócio ideal. Além disso, eles disponibilizam seus cerca de 160 funcionários para ajudar as startups investidas com áreas operacionais, como tecnologia, finanças, marketing e recursos humanos.

Nesses dez anos de atuação, a empresa teve dois grandes casos de sucesso. O primeiro foi com a fintech de cartão de crédito Trigg, vendida ao grupo Omni em fevereiro de 2020. Um mês depois, a Huvvi, startup de serviços automotivos, foi adquirida pelo grupo Autoglass.

Hoje, há nove companhias no portfólio da Seastorm: CBYK, WeOnne, Grumft Programmatic Media, MeediaOnne, GreatGamesHub, Gnet, Abpix e B4. De acordo com os sócios, elas somam 150 milhões de reais em valor de mercado. “Diferente de uma aceleradora que investe em um número grande de empresas para uma dar certo, nós investimos em dez para as dez darem certo”, diz Miranda.

Ao entrar em um negócio novo, a Seastorm pede pelo menos 30% de participação. Segundo Miranda, o valor é para compensar o tempo de trabalho investido para tirar uma ideia do Powerpoint e levá-la ao mundo real.

Agora, a dupla de fundadores está de olho em oportunidades em mercados que avançaram com a pandemia, como publicidade digital, e-commerce e games. “A meta é ter pelo menos mais dois projetos rodando dentro de alguns meses”, diz a executiva.

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