São Paulo – Coleções leves, femininas e fluidas têm sido vistas nos últimos dias nas passarelas da
São Paulo Fashion Week. Por trás de boa parte dos estilistas que desfilam estão grandes grupos de
moda, como a Inbrands e a AMC Têxtil. O que parece funcionar muito bem lá fora, com grupos como o LVMH, que comanda grifes como Louis Vitton e Fendi, não deu tão certo para os
empreendedores brasileiros. “Eu vejo com muito pesar que no Brasil esse movimento não tenha funcionado na maioria das vezes em bons termos”, diz Lorenzo Merlino, professor do curso de design de moda da FAAP. Do ponto de vista de mercado, os grupos costumam trazer logística e operação mais eficientes, mas esbarram no modelo de negócio dos estilistas, muitos ainda têm processos artesanais e que demoram a ganhar escala. “O grande problema é que roupa não é um produto. Você vende uma imagem, um desejo e muitas vezes o industrial não entende isso”, explica. Há casos, no entanto, bem sucedidos deste formato. “O Alexandre
[Herchcovitch] tem um produto de qualidade, de design, pertencendo a uma estrutura de grande grupo. Ele está conseguindo equacionar isso. Não é impossível”, diz. Veja o destino de seis estilistas depois que venderam suas marcas.