Mercado imobiliário

O futuro dos 354 mil metros quadrados de espaços compartilhados no Brasil

De 2013 a 2019, o valor do aluguel por metro quadrado dos coworkings caiu 32% para R$ 70,70, e a retomada estava prevista para 2020. Será?

WeWork: empresa responde por 37% dos espaços compartilhados no Rio de Janeiro e 63% em São Paulo (Brendan McDermid/Reuters)

WeWork: empresa responde por 37% dos espaços compartilhados no Rio de Janeiro e 63% em São Paulo (Brendan McDermid/Reuters)

NF

Natália Flach

Publicado em 9 de abril de 2020 às 17h52.

Os espaços compartilhados ganharam terreno nos últimos anos com a retomada claudicante da economia brasileira. Trabalhadores autônomos e pequenas empresas adotaram os coworkings como ambientes de trabalho, atraindo mais e mais companhias para o segmento. Mas, em tempos de isolamento social por causa da pandemia de coronavírus, os escritórios estão vazios, e a volta dos clientes é incerta, afinal as condições econômicas devem piorar.

Fato é que a ocupação de espaços flexíveis aumentou 568% no Brasil de 2015 a 2019 ao passar de 53.000 metros quadrados para 354.000 metros quadrados, de acordo com levantamento feito pela consultoria Cushman & Wakefield e obtido com exclusividade pela EXAME. A estimativa era que chegaria a 374.000 metros quadrados em 2020 - o que não necessariamente deve acontecer, dado o novo cenário. 

O Sudeste concentra o maior número de espaços compartilhados do Brasil, sendo que o estado de São Paulo se destaca com 82% de toda ocupação da região, segundo o Censo de 2018 realizado pela Coworking Brasil. De acordo com a Cushman & Wakefield, são 276.000 metros quadrados locados para operadores de espaços flexíveis. Em seguida, aparece o estado do Rio de Janeiro, com 57.200 metros quadrados ou 17% do total.

Segundo Jadson Andrade, gerente de pesquisas de mercado da consultoria, nos últimos seis anos, o valor do aluguel por metro quadrado caiu 32%, ao passar de 103,80 reais em 2013 para 70,70 reais em 2019. A expectativa para 2020 era de uma retomada dos preços para 74 reais. No entanto, com o cenário incerto, fica a dúvida.

Concentração de mercado

WeWork e Regus respondem por três quartos dos espaços flexíveis no Rio e em São Paulo (em %)

EmpresaRio de Janeiro
WeWork37
Regus40
Delta Business Center5
MyOffice4
Your Studio Coworking6
Spaces8
EmpresaSão Paulo
Go Work4
WeWork63
Regus15
Place2Work2
Cubo Coworking7
Delta Business Center2
Spaces3
Outros4

Fonte: Cushman & Wakefield

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