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Interesse de bilionário Naguib Sawiris pelo Brasil é antigo

Fundador do Grupo Sawiris, o bilionário Naguib Sawiris, de 62 anos, é o segundo homem mais rico do Egito e um dos dez principais bilionários da África.


	Naguib Sawiris: neste ano, seus olhos se voltaram para a Oi
 (Bloomberg)

Naguib Sawiris: neste ano, seus olhos se voltaram para a Oi (Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2016 às 11h08.

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São Paulo - Dono de uma fortuna estimada em US$ 4 bilhões, o bilionário egípcio Naguib Sawiris está de olho no mercado de telecomunicações brasileiro há algum tempo. Em 2014, chegou a dar entrevistas afirmando que faria uma oferta pela TIM - a venda da operadora de telefonia celular, no entanto, acabou não se materializando.

Neste ano, seus olhos se voltaram para a Oi. Quando a empresa pediu recuperação judicial, em junho, circulou a informação de que ele se juntaria a empresários russos para ficar com o negócio, mas a proposta não se concretizou. Agora, no entanto, ele está se juntando ao banco americano Moelis, que representa parte dos credores da Oi, para fazer uma proposta. As dívidas da Oi são estimadas em R$ 65 bilhões.

Fundador do Grupo Sawiris, o bilionário de 62 anos é o segundo homem mais rico do Egito e um dos dez principais bilionários da África. Após estudar na Suíça, Naguib assumiu o setor de telecomunicações do grupo Orascom, fundado por seu pai, Onsi, no fim dos anos 1970. Após dividir a herança com os irmãos, formou a Orascom Telecom Media & Technology, que desenvolveu o mercado egípcio de telefonia.

Hoje, de acordo com a Forbes, a OTMT ainda tem investimentos diretos em países como Líbano, Paquistão e Egito, embora o negócio de telefonia celular em território egípcio tenha sido vendido à francesa Orange. A OTMT também é responsável pela rede internet 3G na Coreia do Norte.

Em mídia, controla o canal liberal egípcio ONTV; em 2015, adquiriu a rede francesa Euronews.

Política

Naguib Sawiris também fundou o maior partido do Egito, o Free Egyptians Party, em 2011, na esteira da luta popular pela democracia no país.

Em 2015, Sawiris voltou a virar notícia internacional ao oferecer US$ 100 milhões para comprar uma ilha e ajudar os refugiados a formar uma nova comunidade no Mediterrâneo.

A proposta foi recusada pelos governos da Itália e da Grécia. "Estou frustrado. Porque há um problema e, quando alguém vem com uma solução, ninguém age", disse à Bloomberg. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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