Beyoncé: álbum mais longo da carreira da cantora rendeu a ela seu primeiro prêmio de Álbum do Ano no Grammy (Redes Sociais/Reprodução)
Redatora
Publicado em 9 de abril de 2026 às 15h33.
A lista das mulheres mais ricas dos Estados Unidos, publicada pela Forbes, registra um recorde de 38 bilionárias nos EUA, com patrimônio mínimo de US$ 350 milhões, pode mostrar uma transformação na forma como valor é criado a partir de marca pessoal e ativos intangíveis.
Kim Kardashian exemplifica esse movimento. Com patrimônio de US$ 1,7 bilhão, sua empresa Skims se tornou o principal motor financeiro, com cerca de US$ 900 milhões em vendas. A expansão com a Nike reforça uma estratégia clara de alavancagem de marca para crescimento de receita e valuation.
Sob a ótica de finanças corporativas, o caso mostra como ativos intangíveis podem ser estruturados como negócios escaláveis, com forte potencial de geração de valor.
Beyoncé construiu uma base financeira sustentada por receita recorrente. Turnês, royalties e produtos associados criam um fluxo constante de caixa, reduzindo dependência de lançamentos pontuais.
Projetos como a Cowboy Carter Tour reforçam esse modelo, no qual ativos criativos são organizados para gerar valor ao longo do tempo, um princípio essencial para sustentabilidade financeira.
Taylor Swift e Rihanna consolidam outro pilar relevante. A diversificação. Swift amplia ganhos com turnês e streaming, enquanto Rihanna estruturou um portfólio com Fenty Beauty e Savage X Fenty.
Essa estratégia reduz risco, amplia fontes de receita e fortalece o valuation. A entrada de Rihanna no grupo de bilionárias reforça a eficiência dessa combinação entre marca e negócios.
O salto de 18 para 38 bilionárias em dez anos reflete mudanças estruturais. Setores como beleza e moda passaram a capturar valor com base em posicionamento, inclusão e marketing digital.
Empresas como Skims e Fenty mostram como leitura de mercado e execução estratégica impactam diretamente crescimento e valuation.
A criação de valor passa, cada vez mais, por ativos intangíveis. Marca, audiência e posicionamento se tornaram elementos centrais na construção de negócios.
Para executivos, o aprendizado está na capacidade de transformar percepção em receita, estruturar modelos escaláveis e diversificar fontes de valor com visão de longo prazo.