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Por que a Chilli Beans decidiu pousar no Caribe?

Com exclusividade à EXAME, Caito Maia fala sobre expansão internacional, após ano desafiador no Brasil. Empresário também comenta sobre possível venda de participação do negócio para crescer no segmento de óticas

Caito Maia, CEO da Chilli Beans: "A Chilli Beans aposta em destinos turísticos como estratégia para crescer globalmente, aproveitando o maior fluxo de consumidores que normalmente estão de férias" (Leandro Fonseca /Exame)

Caito Maia, CEO da Chilli Beans: "A Chilli Beans aposta em destinos turísticos como estratégia para crescer globalmente, aproveitando o maior fluxo de consumidores que normalmente estão de férias" (Leandro Fonseca /Exame)

Publicado em 28 de março de 2026 às 07h58.

Última atualização em 28 de março de 2026 às 17h01.

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A Chilli Beans prepara um novo salto internacional. A marca brasileira fundada por Caito Maia vai expandir sua presença para 4 países do Caribe, como parte de uma estratégia para crescer fora do Brasil e ganhar escala global. Entre os países, estão:

  • República Dominicana,
  • Porto Rico,
  • Jamaica,
  • Barbados.

A estreia começa ainda neste ano, com 2 lojas na República Dominicana em modelo piloto. A partir daí, a empresa pretende avançar para até 20 operações na região em cinco anos, combinando lojas tradicionais com formatos mais leves, como pontos em resorts, beach clubs e parques aquáticos.

“É uma semente que a gente está plantando para crescer no Caribe”, afirma Maia com exclusividade à EXAME.

A escolha da região não é por acaso: a companhia vem priorizando destinos turísticos, onde o fluxo internacional ajuda a impulsionar as vendas e fortalecer a marca globalmente.

"A Chilli Beans aposta em destinos turísticos como estratégia para crescer globalmente, aproveitando o maior fluxo de consumidores que normalmente estão de férias", diz o empresário.

Playa Blanca, em Punta Cana, República Dominicana (© Marco Bottigelli/Getty Images)

Resultado da companhia e pressão dos juros

A aposta no exterior acontece após um 2025 considerado difícil para a empresa. A Chilli Beans fechou o ano com faturamento de R$ 1,2 bilhão e crescimento de cerca de 4%, impactada por um ambiente macroeconômico mais restritivo no Brasil.

“Foi um ano muito difícil. Esse país não vive mais um ano com juros de 15%. Não vive”, afirma Maia.

Segundo o executivo, o nível elevado dos juros trava toda a dinâmica da economia. “As empresas estão travadas, os financiamentos estão travados, o consumo está travado”, diz.

Para 2026, a expectativa é de manter um crescimento mais moderado no mercado doméstico, em um ano marcado por eleições e Copa do Mundo, fatores que, segundo ele, tendem a reduzir o fluxo no varejo.

Ainda assim, a companhia prevê abrir cerca de 100 novas lojas no Brasil, enquanto direciona seus esforços de crescimento mais acelerado para o exterior, onde projeta avançar cerca de 15%.

Venda de participação para crescer em óticas

Outro movimento relevante em curso é a possível entrada de um novo sócio no negócio. A Chilli Beans negocia a venda de uma participação minoritária (de cerca de 30%) para financiar a expansão no segmento de óticas.

“Sim, estamos negociando parte da venda da empresa para apostar no segmento de óticas”, afirma Maia.

A estratégia reflete uma mudança no posicionamento da companhia, que busca crescer em um mercado mais recorrente e técnico, impulsionado pelo aumento de problemas de visão, como a miopia.

Hoje, o negócio ainda é concentrado em óculos escuros, que representam cerca de 80% das vendas nas lojas tradicionais. Já nas óticas da marca, a lógica se inverte: 80% do faturamento vem de óculos de grau.

“O meu sonho é ficar tão grande em óculos de grau quanto a gente é em óculos escuros”, diz o CEO.

Veja também: Caito Maia, CEO da Chilli Beans, fala sobre carreira e empreendedorismo ao "De frente com CEO", da EXAME.

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