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Remy Sharp
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UE apresenta plano de emergência para ajudar Itália com migrantes em Lampedusa

Autoridades pretendem distribuir os solicitantes de asilo entre os países-membros do bloco e combater os traficantes de pessoas

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União Europeia: presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, (segunda à esquerda) e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à direita) durante uma visita à ilha italiana de Lampedusa (Agence France-Presse/AFP Photo)

União Europeia: presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, (segunda à esquerda) e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à direita) durante uma visita à ilha italiana de Lampedusa (Agence France-Presse/AFP Photo)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou neste domingo, 17, na ilha mediterrânea de Lampedusa um plano de emergência para ajudar a Itália a administrar a chegada recorde de migrantes a seu território e pediu solidariedade a seus aliados da UE.

Von der Leyen e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, visitaram o centro de acolhimento de migrantes da pequena ilha saturada pelo desembarque de dezenas de milhares de pessoas nos últimos dias.

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Após a visita, a chefe do Executivo europeu apresentou um plano de ajuda em dez pontos para administrar a situação atual, distribuir os solicitantes de asilo entre os membros do bloco e prevenir a repetição destes episódios, que pressionam os sistemas logísticos e administrativos da Itália.

O objetivo é combinar uma postura dura contra os traficantes de pessoas e uma simplificação das vias legais para que aqueles que se qualificam para asilo possam chegar à Europa.

Em curto e médio prazo, os aliados europeus da Itália, país de entrada nesta rota migratória, devem assumir a sua parte, estimou a presidente da Comissão Europeia.

"A migração irregular é um desafio europeu que necessita de uma resposta europeia", afirmou. "Pedimos aos demais Estados-membros (da União Europeia) que utilizem o mecanismo de solidariedade voluntária", acrescentou, sem mencionar a Alemanha, que recentemente decidiu deixar de receber migrantes provenientes de Itália.

As chegadas de migrantes a Lampedusa e seus deslocamentos para a Sicília e o restante da Itália continuaram neste domingo.

"Há cerca de 1.500 pessoas nesta manhã no centro de acolhimento" de Lampedusa, com capacidade para 400 pessoas, informou neste domingo a Cruz Vermelha italiana.

Habitantes irritados

Os habitantes da ilha, irritados com os desembarques de migrantes, receberam as autoridades europeias no aeroporto e ameaçaram bloquear a caravana.

Meloni e Von der Leyen seguiram para o porto onde estão atracadas dezenas de barcos de todos os tipos utilizados por migrantes, a maioria partiu da Tunísia.

Navios de ONGs, como o 'Geo Barrents' dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), que resgatou cerca de 500 migrantes em 11 operações, seguiam para grandes portos italianos. Dezenas de pequenos barcos continuam a travessia do Mediterrâneo diretamente para Lampedusa.

Entre segunda e quarta-feira, cerca de 8.500 pessoas, mais do que toda a população local, chegaram a bordo de 199 barcos, segundo dados da agência de migração da ONU.

Lampedusa, localizada a menos de 150 quilômetros da costa da Tunísia, é um ponto de chegada comum para migrantes do norte da África.

No total, mais de 127 mil migrantes irregulares chegaram às costas italianas desde o início do ano, quase o dobro em comparação com o mesmo período de 2022.

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