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Trump sugere criação de emissora internacional para competir com a "CNN"

"No mundo todo, a 'CNN' tem uma voz poderosa que retrata os Estados Unidos de forma injusta e falsa", escreveu Trump em seu Twitter

Imagem de arquivo de Donald Trump: "É preciso fazer algo, incluindo a possibilidade de os Estados Unidos começarem nosso próprio canal mundial para mostrar ao mundo que realmente somos GRANDES!", disse o presidente americano (Joshua Roberts/Reuters)

Imagem de arquivo de Donald Trump: "É preciso fazer algo, incluindo a possibilidade de os Estados Unidos começarem nosso próprio canal mundial para mostrar ao mundo que realmente somos GRANDES!", disse o presidente americano (Joshua Roberts/Reuters)

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EFE

Publicado em 27 de novembro de 2018 às 09h03.

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta segunda-feira que o governo americano deveria criar um canal internacional de televisão para concorrer com a "CNN", que, segundo ele, mostra uma imagem "injusta e falsa" do país no mundo.

"Embora a 'CNN' não vá muito bem nos Estados Unidos em termos de audiência, fora daqui eles não têm muita concorrência. No mundo todo, a 'CNN' tem uma voz poderosa que retrata os Estados Unidos de forma injusta e falsa", escreveu Trump no Twitter.

"É preciso fazer algo, incluindo a possibilidade de os Estados Unidos começarem nosso próprio canal mundial para mostrar ao mundo que realmente somos GRANDES!", continuou o presidente americano.

O governo americano possui uma emissora internacional financiada com recursos públicos, a "Voice of America", que produz conteúdos para televisão, rádio e plataformas digitais em mais de 40 idiomas. Os programas são exibidos em diversos países do mundo.

Com uma audiência semanal de 275,2 milhões de pessoas no ano passado, de acordo com dados oficiais, a "Voice of America" é a maior emissora internacional dos EUA, acima dos canais da "CNN".

Trump transformou a "CNN" em seu alvo preferido nos frequentes ataques à imprensa. No último mês, a emissora e o governo americano travaram uma batalha nos tribunais depois do descredenciamento do correspondente-chefe da emissora na Casa Branca, Jim Acosta.

A "CNN" levou a melhor na disputa, e, com uma decisão provisória, Acosta teve a credencial de volta.

O presidente usa o Twitter para minimizar matérias negativas publicadas pela imprensa e pretendia, caso perdesse as eleições de 2016, lançar seu próprio canal, a "Trump TV".

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