Mundo

SEC aprova novos "circuit breakers" para ações nos EUA

Washington - Reguladores norte-americanos aprovaram nesta quinta-feira os chamados "circuit breakers" em busca de impedir que a queda repentina das bolsas em 6 de maio se repita. A Securities and Exchange Commission (SEC) afirmou que as bolsas podem começar a implementar as novas regras a partir de sexta-feira, buscando recuperar a confiança de investidores, alguns […]

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de junho de 2010 às 21h20.

Washington - Reguladores norte-americanos aprovaram nesta quinta-feira os chamados "circuit breakers" em busca de impedir que a queda repentina das bolsas em 6 de maio se repita.

A Securities and Exchange Commission (SEC) afirmou que as bolsas podem começar a implementar as novas regras a partir de sexta-feira, buscando recuperar a confiança de investidores, alguns dos quais passaram a reclamar da falta de transparência dos mercados.

As regras exigirão que as bolsas suspendam as negociações de todas as ações do S&P 500 em todos os mercados dos Estados Unidos caso o preço oscile 10 por cento ou mais em um período de cinco minutos. Alguns investidores acreditam que as medidas são um primeiro passo necessário, enquanto outros duvidam de sua eficácia.

Reguladores ainda estão buscando respostas para a queda repentina das bolsas em 6 de maio, que expôs falhas graves no mercado eletrônico e assustou investidores em todo o mundo. O índice Dow Jones caiu cerca de 700 pontos em poucos minutos, e logo depois se recuperou.

A fragmentação excessiva, além de negociações de alta frequência, surgiram como fatores que podem ter influenciado a queda repentina, mas reguladores alertam que não conseguiram descobrir uma causa específica.

Para o estrategista-chefe da D.A. Davidson & Co., Fred Dickson, as medidas ajudarão a restaurar a confiança de investidores de varejo, muitos dos quais não entendem o complicado mundo dos mercados eletrônicos.

"Isso deve elevar a confiança do pequeno investidor e, diremos e de grandes investidores tradicionais. Mas não acho que haverá qualquer impacto de curto prazo significativo", disse Dickson. "Será um aumento na confiança, não um impacto econômico que levará a uma reação do mercado."

 

Acompanhe tudo sobre:Crises em empresasEstados Unidos (EUA)Mercado financeiroPaíses ricosSEC

Mais de Mundo

Morte de presidente do Irã não deve gerar revolução, mas disputa silenciosa, diz especialista

EUA: Yellen pedirá a aliados europeus para atuar de modo conjunto nas sanções contra a Rússia

Julgamento de Trump entra em fase final, em meio a suspense sobre seu testemunho

Tensão entre Milei e Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, se desdobra em crise diplomática

Mais na Exame