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Referendo da Ucrânia não tem efeitos jurídicos, diz Kiev

A declaração foi feita pelo presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchynov

Olexander Turchynov, presidente interino da Ucrânia, critica os referendos organizados por separatistas na região leste do país
 (SERGEI SUPINSKY/AFP)

Olexander Turchynov, presidente interino da Ucrânia, critica os referendos organizados por separatistas na região leste do país (SERGEI SUPINSKY/AFP)

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Da Redação

Publicado em 12 de maio de 2014 às 07h11.

O presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchynov, chamou nesta segunda-feira de "farsa" sem efeitos jurídicos o referendo de independência celebrado no domingo pelos separatistas pró-Rússia no leste do país.

"A farsa que os terroristas denominam de referendo é apenas um disfarce propagandístico dos assassinatos, sequestros, violência e outros crimes graves", declarou Turchynov no Parlamento.

As autoridades de Kiev "continuarão dialogando com aqueles que no leste da Ucrânia não têm as mãos manchadas de sangue e estão dispostos a defender seus objetivos de maneira legal", completou.

O único "efeito legal" do referendo é levar à justiça os que o convocaram, disse o presidente interino.

Os insurgentes pró-Rússia do leste da Ucrânia reivindicaram no domingo a vitória maciça do "sim" à independência na região de Donetsk, com 89,07% dos votos a favor da separação.

O resultado da consulta na região de Lugansk ainda não foi divulgado.

Várias detonações foram registradas na manhã desta segunda-feira em Slaviansk, reduto rebelde em Donetsk.

A operação militar iniciada por Kiev em 2 de maio contra os separatistas teve prosseguimento na localidade de Andriivka, na entrada sul da cidade de 110.000 habitantes cercada pelas forças ucranianas, afirmou a porta-voz dos ativistas pró-Rússia em Slaviansk, Stella Jorosheva.

Ao mesmo tempo, a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Cristine Lagarde, afirmou que a crise ucraniana pode ter "graves consequências econômicas.

"A crise na Ucrânia representa um perigo muito difícil de ser avaliado no momento e cujo risco de contágio a outros países é imprevisível. No entanto, a crise pode ter graves consequências econômicas", afirmou em uma entrevista ao jornal alemão Handelsblatt.

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