Premiê do Japão e sua política econômica têm forte apoio

Eleitores mantêm apoio ao primeiro-ministro à medida que sua política econômica ajuda a enfraquecer o iene e a alavancar os preços das ações

Tóquio - Os eleitores japoneses mantêm um forte apoio ao primeiro-ministro Shinzo Abe, à medida que sua política econômica, conhecida como "Abenomics", ajuda a enfraquecer o iene e a alavancar os preços das ações, mas eles têm pouco interesse em seu plano de revisar a Constituição pacifista, mostraram pesquisas de jornais nesta segunda-feira.

Abe, que retornou ao cargo depois que seu conservador Partido Liberal Democrático (PLD) venceu as eleições em dezembro, prometeu derrotar a deflação com uma combinação de política monetária muito frouxa e amplos gastos fiscais.

O apoio do eleitorado ao governo Abe chegou a 76 por cento em uma pesquisa do diário de negócios Nikkei, acima dos 69 por cento na pesquisa anterior em março, um bom prenúncio para a performance do PLD em uma eleição do Senado esperada para julho.

O nível de aprovação foi o maior desde 2001, quando o líder carismático Junichiro Koizumi estava no poder, informou o jornal.

Uma pesquisa da agência de notícias Kyodo, divulgada no sábado, mostrou o nível de apoio a Abe em 72,1 por cento, um ponto percentual acima da pesquisa anterior, mas a pesquisa do jornal Mainichi mostrou o apoio a Abe cair 4 pontos percentuais ante a pesquisa anterior, para 66 por cento.

O apoio de 66 por cento ainda é relativamente alto. Nos dias finais do governo do ex-primeiro-ministro Yoshihiko Noda, os níveis de suporte para o gabinete do Partido Democrático estavam abaixo dos 20 por cento.

A pesquisa do jornal Mainichi também mostrou interesse limitado em revisar a Constituição. A pesquisa mostrou que tópicos como recuperação econômica, seguridade social e geração de energia nuclear estão na lista de preferências.

Abe visa revisar a Constituição pacifista pós-Segunda Guerra Mundial para afrouxar os limites da militarização. Mas primeiro, ele está propondo mudar as regras para uma revisão deste tipo, para que o apoio de uma simples maioria de parlamentares, ao invés de dois terços, possa iniciar o processo.

A Constituição nunca foi formalmente alterada desde que foi esboçada pelas forças de Ocupação norte-americanas em 1947, mas há décadas o governo vêm ampliando os limites do Artigo Nove da Constituição, que se for interpretado rigorosamente, bane até a manutenção de uma tropa militar.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.