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Potencial de energia eólica no Brasil atrai espanhóis

A principal fonte da matriz energética brasileira é a hídrica, que tem 78,7% da potência instalada no país


	Projeções do ONS mostram que as eólicas, que gerarão neste ano 1,1% da energia produzida no Brasil, aumentarão essa cota para 5,6% em apenas quatro anos
 (Orlando Sierra/AFP)

Projeções do ONS mostram que as eólicas, que gerarão neste ano 1,1% da energia produzida no Brasil, aumentarão essa cota para 5,6% em apenas quatro anos (Orlando Sierra/AFP)

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Da Redação

Publicado em 20 de setembro de 2012 às 19h27.

Rio de Janeiro - A geração de energia no Brasil crescerá 29% até 2016 e a maior expansão acontecerá na área eólica, o que abre possibilidades especialmente para empresas espanholas e portuguesas, concordaram fontes do setor reunidas nesta quinta-feira em um almoço no Rio de Janeiro.

A principal fonte da matriz energética brasileira é a hídrica, que tem 78,7% da potência instalada no país, participação que se reduzirá até 71,2% em 2016 por diversos fatores, desde econômicos até ambientais, explicou o presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, em um almoço com empresários espanhóis.

As outras fontes de energia, como nuclear, gás, carvão, biomassa, óleo diesel e eólica aumentarão sua participação na matriz energética nos próximos quatro anos, mas será esta última a que mais crescerá, disse Chipp no encontro organizado pela Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil.

Projeções do ONS mostram que as eólicas, que gerarão neste ano 1,1% da energia produzida no Brasil, aumentarão essa cota para 5,6% em apenas quatro anos, o que representa um salto de 509%.

Segundo Chipp, se a economia brasileira crescer a uma média anual de 4,6% até 2016, será necessário aperfeiçoar o sistema de leilões de energia e a integração das eólicas para garantir a provisão ao país.

Nesse sentido, destacou que Espanha e Portugal estão entre os países mais avançados em geração eólica em nível mundial, o que pode abrir portas a empresas desses países.

''Espanha e Portugal têm uma competência muito grande neste aspecto, têm tudo o que precisamos para fazer uma boa integração (energética)'', comentou Chipp no almoço, do qual participaram representantes de empresas como Gas Natural, Endesa, Repsol, Iberdrola, Abengoa e Isolux, entre outras.


Chipp acrescentou que um país como o Brasil não pode descartar nenhuma fonte de energia, pois a potência instalada, que neste ano é de 111.618 MW crescerá até 145.377 MW em 2016.

A diretora-executiva da Câmara Espanhola, María Luisa Castelo, destacou que a Espanha, como um dos líderes mundiais na geração de energia eólica, ''tem muita experiência que pode oferecer ao Brasil''.

María Luisa ressaltou que a Espanha é também o terceiro país na Europa e o quarto no mundo em geração solar, outra importante fonte de energia renovável.

''A perspectiva em geral no Brasil é boa para as empresas espanholas que têm o conhecimento, o capital econômico e humano e, como sabem que na Europa não há dinheiro, buscam outros mercados'', disse à Agência Efe Néstor Casado, presidente do Comitê de Energia da Câmara Espanhola e diretor da Capital Invest, empresa de assessoria em fusões e aquisições.

Casado destacou que no ano passado, apesar da crise, as empresas espanholas investiram no Brasil US$ 8,6 bilhões, dos quais 27% foram para o setor da energia, segundo dados oficiais brasileiros.

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