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Por segurança, buscas por corpos do voo malaio suspensas

Um total de 298 passageiros e tripulantes morreram com a queda do Boeing 777, que voava de Amsterdã a Kuala Lumpur há três semanas

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A Malaysia Airlines confirmou a queda de um de seus aviões no leste da Ucrânia, um Boeing 777 com 295 a bordo (Manan Vatsyayana/AFP)

A Malaysia Airlines confirmou a queda de um de seus aviões no leste da Ucrânia, um Boeing 777 com 295 a bordo (Manan Vatsyayana/AFP)

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AFP/Arquivos

Publicado em 6 de agosto de 2014 às, 16h30.

Haia - As buscas pelos corpos das vítimas da queda do avião da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, foram suspensas por razões de segurança nesta quarta-feira e até nova ordem, anunciou o primeiro-ministro holandês Mark Rutte.

"Não há nenhum sentido prosseguir com a missão nessas condições", declarou Mark Rutte durante uma coletiva de imprensa.

Investigadores da Holanda, Austrália e Malásia se encontram no local do acidente do voo MH17 no leste da Ucrânia, e contam com a ajuda de moradores locais para encontrar os restos mortais e os objetos das vítimas, segundo informou o ministério da Justiça da Holanda.

"Moradores têm sido chamados para ajudar a localizar os restos mortais e pertences pessoais (dos passageiros). Eles também estão tendo a oportunidade de contar o que viram e o que sentiram durante o desastre", afirmou o ministro em comunicado divulgado em Haia.

Panfletos foram distribuídos para Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) nesta quarta-feira a moradores de Rozsypne, perto da área onde a maior parte dos destroços foi encontrada.

A investigação das causas da queda do avião da Malaysia Airlines continua em condições difíceis, informou na última terça-feira Pieter-Jaap Aalbersberg, chefe da missão policial da Holanda na Ucrânia.

Um total de 298 passageiros e tripulantes morreram com a queda do Boeing 777, que voava de Amsterdã a Kuala Lumpur há três semanas.

Os Estados Unidos afirmam que insurgentes no leste da Ucrânia abateram o avião com um míssil terra-ar possivelmente fornecido pela Rússia. No entanto, Moscou e os rebeldes culpam as forças do governo ucraniano pelo acidente.

Na segunda-feira, especialistas da Malásia contribuíram pela primeira vez com a polícia da Holanda e da Austrália nas buscas.

Até o momento, 228 corpos foram mandados para a Holanda, que conta com o maior número de vítimas do acidente do dia 17 de julho.

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