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Polícia desmantela protesto pró-palestina em universidade de Los Angeles

As manifestações pró-palestinas começaram há duas semanas na Universidade de Columbia, em Nova York, e espalharam-se por quase 30 centros de ensino dos Estados Unidos

Manifestação: estudantes protestam pró-palestina na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (Etienne Laurent/AFP)

Manifestação: estudantes protestam pró-palestina na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (Etienne Laurent/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 2 de maio de 2024 às 12h15.

A polícia entrou, nesta quinta-feira, 2, na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) para desmantelar as barricadas erguidas por grupos que protestavam contra a guerra em Gaza e efetuou várias detenções, segundo imagens da rede CNN.

Oficiais com equipamento de choque dispersaram os manifestantes, que gritavam "deixem-os em paz" em frente ao acampamento montado no campus, observou um jornalista da AFP. Helicópteros sobrevoaram o local.

"Este é um protesto pacífico. Não há contramanifestantes esta noite, ligar para a polícia é desprezível. A cidade deveria apoiá-los", disse à AFP Jack Bedrosian, morador de Los Angeles que foi ao local para expressar apoio aos estudantes.

A significativa presença policial em torno da UCLA ocorre depois que as forças de segurança foram criticadas por intervir tarde em confrontos violentos na noite de terça-feira, quando grupos de contramanifestantes atacaram o acampamento estudantil pró-palestino.

"Há uma grande mobilização policial de várias forças de segurança após o ataque da noite anterior por grupos externos contra uma reunião pacífica de estudantes sem que ninguém tenha vindo em seu auxílio", escreveu Kenneth Mejia, um funcionário de alto escalão do município, na rede X antes da intervenção.

"Os estudantes estão cara a cara com a polícia. Pedimos à UCLA e às autoridades municipais que protejam os estudantes, para que não sejam prejudicados", acrescentou.

A UCLA anunciou que as aulas seriam remotas nestas quinta e sexta-feira devido à "emergência no campus" e pediu aos alunos que evitassem a área de protesto. As manifestações pró-palestinas começaram há duas semanas na Universidade de Columbia, em Nova York, e espalharam-se por quase 30 centros de ensino dos Estados Unidos.

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