Mundo

Paquistão e Afeganistão retomam negociação de paz com talibã

O Paquistão, que exerce significativa influência nos militantes, organizou uma histórica primeira rodada de negociações de paz em julho


	Talibãs: os Estados Unidos e a China têm pressionado para que este processo seja retomado
 (Aref Karimi/AFP)

Talibãs: os Estados Unidos e a China têm pressionado para que este processo seja retomado (Aref Karimi/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 1 de dezembro de 2015 às 07h46.

Priorizar nos meus resultados Google

Os líderes do Paquistão e Afeganistão, após encontro durante a Cimeira do Ambiente, em Paris, concordaram em trabalhar juntos para retomar as negociações de paz com os talibãs.

O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, e o Presidente afegão, Ashraf Ghani, encontraram-se ontem (30), num momento de tensão devido às acusações de Cabul de que Islamabad ajudou os talibãs na captura de Kunduz, no Norte do Afeganistão, em setembro.

O Paquistão, que exerce significativa influência nos militantes, organizou uma histórica primeira rodada de negociações de paz em julho.

No entanto, as negociações voltaram a parar pouco depois, quando os talibãs confirmaram a morte do seu líder, Mullah Omar.

Os Estados Unidos e a China têm pressionado para que este processo seja retomado, mas as relações tensas entre Islamabad e Cabul têm dificultado os esforços.

Um comunicado do governo paquistanês, na noite de ontem, indica que Ghani e Sharif falaram sobre as negociações, em Paris.

“Os dois líderes acordaram trabalhar com todos os que entrem neste processo como atores políticos legítimos e ajam, juntamente com o governo afegão, contra aqueles que recusem seguir o caminho da paz”, diz o comunicado.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaPaquistãoTalibãAfeganistão

Mais de Mundo

Itália autoriza prisão de adolescentes de 14 anos em protestos após violência nas ruas

Itamaraty critica falas de Milei sobre suposta fraude no 2º turno das eleições

Sucessão na ONU: na estreia das cédulas do veto, os três favoritos são barrados

Protestos na França impulsionam campanha de Marine Le Pen à presidência