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Netanyahu destruiu documentos antes da chegada de novo premiê, diz jornal

A ação teria acontecido no último domingo, 13, e não se sabe quantos ou quais documentos foram atingidos

Netanyahu participa de entrevista à imprensa em Israel. (Menahem Kahana/Pool/Reuters)

Netanyahu participa de entrevista à imprensa em Israel. (Menahem Kahana/Pool/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de junho de 2021 às 17h23.

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O ex-primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu ordenou que funcionários destruíssem documentos guardados em seu escritório antes que o novo premiê, Naftali Bennett, assumisse o cargo, disseram pessoas que trabalhavam no gabinete ao jornal israelense Hareetz. A ação teria acontecido no último domingo, 13, e não se sabe quantos ou quais documentos foram atingidos. A destruição de documentos públicos é proibida por lei em Israel.

De acordo com o Hareetz, os cofres que guardam documentos ficam em uma área conhecida como aquário, ocupada pelo primeiro-ministro e por seus assessores mais graduados. Geralmente, a papelada é composta pela agenda de funcionários seniores e documentos relacionados aos seus trabalhos. Uma parte da documentação teria sido transferida normalmente para o escritório, onde poderá ser acessada por Bennett e seus assessores.

A transição de poder entre Netanyahu e Bennett foi carregada de tensões. Considerado um aliado-chave de Netanyahu, Bennett abandonou em maio o então premiê para se juntar à coalizão heterogênea liderada pelo centrista Yair Lapid. A reviravolta encerrou um período de 12 anos de poder.

Desafiador, o premiê mais longevo de Israel se manteve combativo atacou o "perigoso governo de esquerda" e prometeu voltar ao poder. "Se estamos destinados a ser a oposição, faremos isso de cabeça erguida até podermos derrubá-lo", declarou Netanyahu em seu último discurso na Knesset, o parlamento israelense. "Se Deus quiser, vamos derrubá-lo mais cedo do que as pessoas pensam."

A lei israelense determina que funcionários públicos etiquetem e enviem todos os seus documentos a arquivos estaduais. A regra vale inclusive para itens pessoais, como agendas. Todos são considerados propriedade do Estado.

Netanyahu deixou o cargo no último domingo, quando a Knesset aprovou uma moção de confiança à aliança de Lapid e Bennett. O novo governo será formado por uma ampla coalizão que vai de nacionalistas judeus de direita a políticos árabes-israelenses. A aliança foi formada com o principal objetivo de depor Netanyahu e conseguiu uma apertada maioria de 60 votos a favor, 59 votos contra e 1 abstenção.

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