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Mais de 2.000 migrantes saem da Cidade do México rumo ao norte

Outros 5.000 centro-americanos estão negociando transporte gratuito e devem partir no sábado da capital mexicana

Caravana de imigrantes da América Central: objetivo dos integrantes geralmente é chegar aos EUA (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Caravana de imigrantes da América Central: objetivo dos integrantes geralmente é chegar aos EUA (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

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EFE

Publicado em 9 de novembro de 2018 às 17h09.

Cidade do México - Mais de 2.000 migrantes da caravana que chegou à Cidade do México no domingo passado partiram nesta sexta-feira, 9, para o norte depois que a ONU se negou a oferecer-lhes transporte, enquanto os demais cerca de 5.000 centro-americanos esperarão até este sábado para partir.

Representantes da caravana disseram em entrevista coletiva que "não querem ver a ONU nem pintada" e explicaram que estão negociando com as autoridades do metrô da capital mexicana para que lhes deem transporte gratuito e possam partir este sábado às 17h (horário local, 21h em Brasília). "Queremos dizer à ONU que já não os queremos ver. Só servem para aparecer e dizer que vão ajudar; mas é fogo de palha, é mentira. Eles não ajudaram em nada", disse um jovem migrante usando um megafone.

Em uma votação realizada na noite da quinta-feira, os migrantes que acampam desde o domingo em um ginásio esportivo da capital optaram por deixar a Cidade do México nesta sexta-feira pela madrugada "a pé ou de ônibus". No entanto, no começo da manhã a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Cidade do México, Nashieli Ramírez, explicou para um grupo de jornalistas que os migrantes modificaram o acordo e "vão ficar um dia mais".

De todo modo, mais de 2.000 pessoas, que não concordaram com esta decisão, decidiram deixar o estádio e partir esta madrugada para Querétaro, ao norte da Cidade do México, para prosseguir sua caminhada. Entre os migrantes que vão ficar um dia mais, existe certo descontentamento pela decisão de ficar, visto que as condições higiênicas do acampamento estão cada vez piores.

Darwin, de origem hondurenha e criado em El Salvador, explicou à Efe que os que se foram eram na sua maioria jovens ou migrantes com dinheiro para pagar ônibus, enquanto muitas famílias com filhos tiveram que ficar.

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