59 múmias milenares são apresentadas no Egito; veja fotos

Múmias estavam em três diferentes poços na necrópole de Saqqara, a 32km do Cairo.
MÚMIAS DO EGITO: elas foram encontradas em três diferentes poços e têm mais de 2.500 anos (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
MÚMIAS DO EGITO: elas foram encontradas em três diferentes poços e têm mais de 2.500 anos (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
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Redação Exame

Publicado em 03/10/2020 às 16:28.

Última atualização em 03/10/2020 às 16:33.

Dezenas de sarcófagos foram apresentados neste sábado, 3, ao público em uma necrópole em Saqqara, no sul do Egito. De acordo com o ministro do turismo e antiguidades do país, Khalid el-Anany, ao menos 59 múmias foram encontradas em três diferentes poços da localidade. Os sarcófagos têm mais de 2.500 anos.

"Eu considero isso uma grande descoberta", afirmou el-Anany, que acredita que há ainda muitos outros a serem descobertos na mesma área.

No início do mês, os arqueológos encontraram 13 múmias empilhadas dentro de um poço, que estava seco. Depois foram descobertas outras 14 múmias, no mesmo poço, a 11 metros de profundidade.

Os especialistas alertam que as condições de trabalho são difíceis, mas agora a atividade não sofre interrupções. Com a pandemia, o local onde as múmias foram encontrandas ficou vazio: Saqqara, normalmente é repleta de turistas. A 32 quilômetros do Cairo, há dezenas de pirâmides no local, que foi a necrópole da antiga capital do Egito, Memphis.

A descoberta das múmias é uma das maiores já realizadas no mundo. É raro encontrar uma quantidade tão grande de artefatos arqueológicos quase intactos praticamente de uma só vez e em um mesmo local.

Os especialistas ressaltam que a pintura original dos sarcófagos foi preservada, o que é pouco comum. As múmias podem fornecer pistas importantes sobre a vida no antigo Egito, considerado um dos locais mais desenvolvidos da Antiguidade, e do cotidiano de seus habitantes.

Junto com as múmias, foram encontrados objetos ornamentais em ótimo estado de conservação. Os antigos egípcios acreditavam que animais de estimação, que muitas vezes também eram mumificados, e itens como joias e peças decorativas acompanhavam os mortos pela eternidade.