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Tribunais da Rússia começaram a aplicar as primeiras penas de prisão a pessoas detidas em atos e homenagens ao líder opositor Alexei Navalny, morto na sexta-feira, 16, em uma prisão no Ártico — o número de prisões supera as 380.

O maior número de sentenças emitidas foi em São Petersburgo: 154, de acordo com documentos oficiais. Na maior parte dos casos, as penas chegam a até duas semanas de prisão, pelo crime de violar as leis que regem protestos na Federação Russa. Muitos estavam reunidos ao redor de memoriais espontâneos, com pessoas depositando flores e fotos de Navalny nas calçadas, algo comum após a morte de figuras políticas russas.

Em outro caso, reportado pelo site Live 24 Blog, um homem foi detido e sentenciado a 14 anos de prisão por carregar um cartaz com o nome de Navalny em Krasnodar, no Sul russo. Em Samara, na região dos Montes Urais, um homem foi preso ao depositar flores perto de um parque, e foi indiciado pelo crime de vandalismo.

Em Ecaterimburgo, o partido Yabloko, de orientação social democrata, suspendeu no sábado uma homenagem na sede local da sigla depois da chegada da polícia — Navalny foi expulso do Yabloko em 2007, depois de participar de uma marcha ultranacionalista, e mantinha uma relação tensa com a sigla desde então.

Mais de 380 pessoas detidas

Desde o anúncio da morte de Alexei Navalny, na sexta-feira, 387 pessoas foram detidas em atos ao redor da Rússia, afirmou o site OVD-Info, que monitora a repressão política no país, incluindo com dados em tempo real sobre prisões e condenações.

Pelas leis russas, manifestações de qualquer tipo e tamanho precisam de uma autorização oficial, algo virtualmente impossível para a oposição. Com o início da guerra na Ucrânia, as regras foram apertadas, e quase 20 mil pessoas foram presas, sendo que algumas condenadas a penas longas, de mais de 10 anos de prisão.

Dentro do governo, a ordem sobre a morte de Navalny parece ser o silêncio. Poucas declarações oficiais foram feitas, na maior parte pelo secretário de Imprensa, Dmitry Peskov.

A imprensa oficial, que chegou a dar destaque para o anúncio da morte, reduziu o tempo dedicado ao assunto, e o partido Rússia Unida, principal sigla governista, sugeriu a seus partidários que evitem tocar no tema em público — no mês que vem, o país realiza uma eleição presidencial, na qual Vladimir Putin surge como franco favorito para mais um mandato de seis anos. Ele está no poder desde 2000, se dividindo entre presidente e primeiro-ministro.

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