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Gravações do processo de Mandela serão restauradas

França e África do Sul assinaram um acordo para restaurar e digitalizar as gravações do processo de Rivonia, no qual Nelson Mandela foi um dos condenados


	Artista desenha um retrato de Mandela: gravações originais conservam a memória do processo de Rivonia, realizado entre outubro de 1963 e junho de 1964
 (Dibyangshu Sarkar/AFP)

Artista desenha um retrato de Mandela: gravações originais conservam a memória do processo de Rivonia, realizado entre outubro de 1963 e junho de 1964 (Dibyangshu Sarkar/AFP)

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Da Redação

Publicado em 20 de dezembro de 2013 às 12h53.

Paris - França e África do Sul assinaram nesta sexta-feira em Paris um acordo para restaurar e digitalizar as gravações do processo de Rivonia, no qual foram condenados Nelson Mandela e outros líderes do ANC em 1964.

"Estas gravações originais conservam a memória do processo de Rivonia, que foi realizado em Pretória entre outubro de 1963 e junho de 1964 ante a Suprema Corte da África do Sul e que levou à condenação de Nelson Mandela e de outros líderes do ANC (Congresso Nacional Africano), o movimento antiapartheid", indicou o Instituto Nacional de Audiovisual francês (INA) em um comunicado.

"Os acusados foram condenados à prisão perpétua e detidos até sua libertação, em 1990. Este processo foi um marco na luta contra o apartheid e continua sendo um momento chave da luta mundial pelos direitos humanos e pela dignidade humana", afirmou o Instituto francês, especializado no arquivamento e na restauração da produção audiovisual.

As gravações do processo de Rivonia estão inscritas no Registro Memória do Mundo da Unesco desde 2007. São 555 gravações em "dictabelts", uma velha técnica de gravação de uma duração máxima de 30 minutos.

Este "formato obsoleto condenava à deterioração e à impossibilidade de utilizar seu conteúdo", afirma a INA, que se encarregará da "digitalização, restauração e recuperação" das gravações, o que permitirá sua salvaguarda e "a colocação a disposição do público" dos documentos sonoros.

O acordo foi assinado em Paris na presença do ministro sul-africano de Artes e Cultura, Paul Mashatile.

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