Mundo

Governo de SP busca investimento para energia renovável

Para alcançar meta, o governo prevê a necessidade de investimentos de R$ 28 bilhões a serem feitos pela iniciativa privada


	A produção de energia a partir da cana de açúcar, a chamada biomassa, é um dos pilares do PPE, que também aposta na geração eólica e fotovoltaica, a partir do aproveitamento do sol
 (Divulgação/EXAME)

A produção de energia a partir da cana de açúcar, a chamada biomassa, é um dos pilares do PPE, que também aposta na geração eólica e fotovoltaica, a partir do aproveitamento do sol (Divulgação/EXAME)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de julho de 2013 às 15h33.

São Paulo - O Plano Paulista de Energia (PPE) apresentado nesta quinta-feira, 18, pelo governo de São Paulo prevê que o potencial instalado de bioeletricidade de cana do estado alcançaria 13 mil MW em 2020, quase três vezes a capacidade atual de 4,8 mil MW. Para alcançar essa meta, o governo prevê a necessidade de investimentos de R$ 28 bilhões a serem feitos pela iniciativa privada.

A produção de energia a partir da cana de açúcar, a chamada biomassa, é um dos pilares do PPE, que também aposta na geração eólica e fotovoltaica, a partir do aproveitamento do sol. O plano prevê que a participação de energia gerada a partir de fontes renováveis saltará de atuais 55,5% para 69% em 2020.

A meta está alinhada à Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), que, segundo o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, prevê que a emissão de carbono no estado em 2020 seja 20% inferior aos volumes registrados em 2005.

O PPE prevê uma série de medidas para o desenvolvimento econômico e sustentável da geração de energia em São Paulo. Entre elas, medidas que vão desde a viabilização do aumento de produtividade das unidades geradores de energia do estado e o uso de biocombustíveis até a criação de uma disciplina de Eficiência Energética e Uso Racional da Energia Elétrica na rede pública de educação.


Provocação

Durante a cerimônia de lançamento do Plano Paulista de Energia, membros do governo paulista reforçaram a condição de destaque de São Paulo quando o assunto é geração de energia a partir de fontes renováveis. "No mundo, a energia renovável responde por 12,5% da energia gerada. No Brasil, esse número está em 45,5% e, no Brasil, em 55%", comparou o governador Geraldo Alckmin.

Alckmin também destacou o trabalho do Conselho Estadual de Política Energética, fundamental para a elaboração do PPE, e aproveitou para alfinetar o governo federal. "Quem ouve mais, erra menos. Governo moderno é aquele que interage. Não o que impõe", disse Alckmin após citar o conselho.

Nas últimas semanas, o governador paulista tem feito inúmeras críticas ao governo federal. Elas são direcionadas, principalmente, a projetos anunciados sem uma conversa prévia com membros da oposição e do próprio governo, caso do plebiscito para a reforma política anunciado pela presidente Dilma Rousseff.

Antes do discurso de Alckmin, o secretário José Aníbal já havia feito crítica direta ao governo federal quando citou a necessidade de estímulos ao setor de geração de energia a partir da biomassa. "É um setor que merece ter uma política mais previsível e constante por parte do governo federal. Diria que como tem sido feito pelo governo estadual", disse o secretário, para em seguida lembrar os incentivos fiscais concedidos pelo governo paulista ao setor sucroalcooleiro.

Acompanhe tudo sobre:BionergiaEletricidadeGovernoSustentabilidade

Mais de Mundo

Alemanha alerta risco de ataques terroristas semelhantes ao de Moscou

Sob críticas da Otan, Putin desembarca na Coreia do Norte para estreitar parceria 'estratégica'

Milei perde apoio em 18 de 24 municípios da Grande Buenos Aires, mostra pesquisa

Rússia inicia exercício naval no Pacífico enquanto Putin visita a Coreia do Norte

Mais na Exame