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G7 se reúne no Japão, em meio às divisões na luta contra mudança climática

A reunião ministerial acontece neste sábado e domingo em Sapporo, no norte do Japão

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The flags of the G7 countries, the European Union and the 2022 G7 summit are seen behind a lectern on June 28, 2022 at Elmau Castle, southern Germany, prior to a closing press conference of the German Chancellor at the end of the G7 Summit. (Photo by KERSTIN JOENSSON / AFP) (Photo by KERSTIN JOENSSON/AFP via Getty Images) (Kerstin Joensson/Divulgação)

The flags of the G7 countries, the European Union and the 2022 G7 summit are seen behind a lectern on June 28, 2022 at Elmau Castle, southern Germany, prior to a closing press conference of the German Chancellor at the end of the G7 Summit. (Photo by KERSTIN JOENSSON / AFP) (Photo by KERSTIN JOENSSON/AFP via Getty Images) (Kerstin Joensson/Divulgação)

Os ministros de energia e Meio Ambiente dos países do G7 se reúnem no Japão neste fim de semana, mas, em meio às opiniões divergentes sobre quando abandonar as energias fósseis, as chances de adotarem medidas contundentes contra a mudança climática são pequenas. A reunião ministerial acontece neste sábado e domingo em Sapporo, no norte do Japão.

Datado de 5 de abril, um rascunho do comunicado conjunto que deverá ser divulgado no domingo, ao qual a AFP teve acesso, revela profundas divisões em relação ao abandono do carvão nos países do G7 no setor elétrico.

Com o apoio da França, o Reino Unido propôs que os países deixem de usar carvão para produzir eletricidade até 2030. Isso pode acabar impondo um objetivo mais difuso, formulado durante o G7 na Alemanha no ano passado: o de trabalhar para que o setor elétrico funcione majoritariamente sem carvão até 2035.

Também gerou debate a proposta do Japão de justificar novos investimentos no setor de gás em nome da "segurança energética", com os transtornos causados nessa área pela invasão russa da Ucrânia iniciada no ano passado.

Em 2022, o G7 decidiu tolerar investimentos em gás como uma resposta "provisória" às "circunstâncias excepcionais" relacionadas à guerra na Ucrânia.

O Japão também quer que o G7 reconheça sua controversa estratégia de usar hidrogênio e amônia como combustíveis para suas centrais de carvão e gás, um conceito que também espera exportar para outras partes da Ásia.

Mas Makiko Arima, da ONG Oil Change International, classificou a estratégia de Tóquio de "tóxica" e disse que poderia "descarrilar" a transição energética na Ásia.

Seu plano de "transformação verde", denominado "GX", servirá apenas para promover tecnologias que "vão prolongar o uso de combustíveis fósseis", denunciou Arima.

Outras ONGs também temem que a reunião acarrete um retrocesso em matéria de compromisso climático.

Se o G7 terminasse "constatando uma regressão, seria terrível", disse a vice-presidente da ONG Global Citizen, Friederike Röder.

Além disso, isso enviaria "sinais ruins" para o restante do mundo antes da cúpula do G20 na Índia, e da COP28, em Dubai, no final do ano, completou.

"Se você diz que sua casa está pegando fogo, que o planeta está queimando (...) mas não faz grande coisa para contrabalançar os interesses particulares (...) você não está enviando uma mensagem inspiradora para o resto do mundo", afirmou Alden Meyer, do "think tank" sobre o clima E3G.

Preocupação com o aquecimento global

O aquecimento global causado pela atividade humana elevará as temperaturas médias em 1,5°C em relação à era pré-industrial de 2030-2035, advertiu o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês), em um relatório publicado no mês passado.

O presidente do IPCC, Hoseung Lee, lamentou que, "neste momento", falte "forte vontade política" para combater a mudança climática, apesar de o Acordo de Paris sobre o Clima, assinado em 2015 e apoiado por todos os membros do G7, buscar, precisamente, limitar este aumento das temperaturas a 1,5°C.

Todos os membros do G7 estão de acordo quanto a exortar todos os países a agirem "coletivamente" nesta "década crítica" para reduzir as emissões mundiais de gases de efeito estufa "no máximo até 2025", segundo um trecho, já validado, do comunicado que será divulgado no domingo.
Segundo especialistas, esta mensagem parece estar dirigida, implicitamente, à China.

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