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Europa insiste em austeridade fiscal antes de cúpula do G20

Frankfurt - As autoridades europeias estavam determinadas a defender seus planos de austeridade nesta quinta-feira, antes de uma cúpula do G20 que deve confrontar pedidos de controle fiscal com alertas de que os pesados cortes de gastos estatais ameaçam a recuperação econômica. O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse que é errado alegar que […]

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Da Redação

Publicado em 24 de junho de 2010 às 08h49.

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Frankfurt - As autoridades europeias estavam determinadas a defender seus planos de austeridade nesta quinta-feira, antes de uma cúpula do G20 que deve confrontar pedidos de controle fiscal com alertas de que os pesados cortes de gastos estatais ameaçam a recuperação econômica.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse que é errado alegar que a austeridade orçamentária causa estagnação, enquanto a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que seu país manterá os planos de economizar 80 bilhões de euros nos próximos quatro anos, o maior programa de cortes fiscais desde a Segunda Guerra Mundial.

"Nós aplicaremos as medidas que nós acordamos", disse Merkel em entrevista à TV alemã ARD na manhã desta quinta-feira. "Eu acredito que nós não devemos relaxar." Após ganhar admiração por guiar a economia global durante a crise financeira, o G20 viu divisões surgirem divisões entre suas potências sobre qual prioridade de política econômica deve ter mais importância --apoiar o ainda instável crescimento ou encolher os déficits orçamentários.

Líderes do G20 irão se reunir em Toronto neste fim de semana e a versão inicial do comunicado da cúpula, obtido pela Reuters e datado de 11 de junho, afirmava que a recuperação é "desigual e frágil", mas, ao mesmo tempo, alertava contra a complacência. "Desafios fiscais em muitos países estão criando volatilidade no mercado, e pode ameaçar seriamente a recuperação e enfraquecer as perspectivas de crescimento de longo prazo", dizia o documento.

Os Estados Unidos advertiram contra retirar os estímulos à economia muito cedo, tendo em mente que o corte de gastos pelo governo do país na década de 1930 prolongou a Grande Depressão. Mas a Europa está em um caminho diferente. A reação dos mercados contra países gerou cortes fiscais em todo o continente, com os governos tentando controlar os gastos.

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