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EUA rejeitam acordo nuclear entre Irã, Turquia e Brasil

Durante reunião da Agência Internacional de Energia Atômica, os norte-americanos voltaram a acusar o Irã de não cumprir as obrigações de não-proliferação

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A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, já vinha acenando com a manutenção das discussões sobre novas sanções ao Irã (Rodrigo Buendia/AFP)

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, já vinha acenando com a manutenção das discussões sobre novas sanções ao Irã (Rodrigo Buendia/AFP)

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Da Redação

Publicado em 10 de março de 2011 às, 19h43.

Viena - Os Estados Unidos rejeitaram hoje o recente acordo nuclear negociado entre Brasil, Turquia e o Irã sobre a troca de urânio enriquecido iraniano no exterior, por considerá-lo "não realista" em seus prazos e condições técnicas.

Assim anunciou o embaixador dos EUA diante da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Glynn Davies, durante seu discurso no plenário do Conselho de Governadores da AIEA em Viena.

O acordo trilateral, assinado em meados de maio em Teerã, "não leva em conta o fato de que o Irã não cumpre com suas obrigações de não-proliferação (nuclear)", sentenciou o diplomata, poucas horas antes de o Conselho de Segurança da ONU votar em Nova York novas sanções contra o Irã.

Pela negociação, o Irã deveria enviar 1,2 mil quilos de urânio enriquecido à Turquia. Em troca, o país receberia um ano depois combustível enriquecido para seu reator científico.

O combustível seria produzido na França, com base em tecnologia americana e apoio da Rússia. A proposta foi lançada inicialmente em outubro pelo anterior diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei.

Então, a ideia era criar confiança entre as partes para poder negociar com o Irã sob menor pressão uma solução dialogada para o litígio nuclear com a República Islâmica.

Ao enviar esses 1,2 mil quilos de urânio enriquecido ao exterior, o Irã ficaria com poucas centenas de quilos desse material, passando a certeza à comunidade internacional que não teria condições de construir uma arma nuclear.

Davis destacou hoje, no entanto, que o novo acordo "deixa o Irã com reservas substanciais (de urânio), o que reduz a confiança da proposta original".

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