Repórter
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 15h17.
O Ministério das Relações Exteriores da China aconselhou seus cidadãos nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a evitarem viagens ao Japão no curto prazo. A recomendação, baseada em motivos de segurança, surge em um momento de crescente tensão diplomática entre os dois países asiáticos.
A mensagem foi divulgada pela conta oficial no WeChat da divisão consular do Ministério chinês. O aplicativo, similar ao WhatsApp, é censurado na China. O alerta afirmou que "as condições de segurança pública no Japão têm estado instáveis recentemente", com "casos frequentes de atos ilegais e criminosos direcionados contra cidadãos chineses".
O comunicado destacou que "em algumas áreas ocorreu uma série de terremotos que causaram feridos" e que o governo japonês emitiu advertências sobre a possível ocorrência de "nova atividade sísmica e desastres secundários". Segundo Pequim, isso significa que os cidadãos chineses no Japão enfrentam "graves riscos para sua segurança".
Diante da proximidade das férias do Ano Novo Lunar, o Ministério das Relações Exteriores e as embaixadas e consulados chineses no Japão "aconselham os cidadãos chineses a evitar viajar ao Japão em um futuro próximo".
As autoridades chinesas também pediram aos que já estão no arquipélago que "monitorem de perto a situação da segurança pública local e os alertas sísmicos", "reforcem a sua consciência em matéria de segurança" e "melhorem a sua proteção pessoal".
A advertência surge em um momento de deterioração das relações bilaterais, marcado nas últimas semanas por atritos diplomáticos e econômicos entre Tóquio e Pequim.
Entre os principais pontos de tensão estão as declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre possível intervenção militar no Estreito de Taiwan, que provocaram forte reação da China.
Pequim também adotou medidas comerciais como o endurecimento dos controles à exportação de produtos de uso dual para o Japão e abriu investigação antidumping sobre um produto químico japonês essencial para fabricação de semicondutores.
Somam-se aos desentendimentos os protestos formais de Tóquio pela exploração chinesa de jazidas de gás próximas à fronteira marítima entre os países e a recente devolução à China dos últimos pandas que permaneciam no Japão.
(Com informações da EFE)