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Coreia do Norte fecha capital por "doença respiratória"

Os moradores de Pyongyang receberam ordens para ficar em casa de quarta a domingo e devem passar por várias verificações diárias de temperatura

Coreia do Norte: A península coreana enfrenta atualmente uma onda de frio, com temperaturas de -22 ºC em Pyongyang (narvikk/Bloomberg)

Coreia do Norte: A península coreana enfrenta atualmente uma onda de frio, com temperaturas de -22 ºC em Pyongyang (narvikk/Bloomberg)

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AFP

Publicado em 25 de janeiro de 2023 às 11h51.

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A Coreia do Norte ordenou um confinamento de cinco dias em Pyongyang, a capital do país, por "males respiratórios", informou a imprensa nesta quarta-feira, 25, o primeiro confinamento na cidade desde que o governo declarou vitória sobre a covid-19 em agosto do ano passado.

Os moradores de Pyongyang receberam ordens para ficar em casa de quarta a domingo e devem passar por várias verificações diárias de temperatura, informou o site de notícias NK News, com sede em Seul, citando um aviso do governo do Norte.

O aviso não menciona a covid-19, mas indica que entre os males que se espalham pela capital está a gripe comum.

A ordem do governo foi emitida um dia depois que o NK News informou que os moradores da maior cidade norte-coreana pareciam estar estocando alimentos em antecipação ao confinamento.

Não ficou claro se outras partes do país enfrentaram medidas semelhantes e a imprensa estatal não anunciou tais ações. A península coreana enfrenta atualmente uma onda de frio, com temperaturas de -22 ºC em Pyongyang.

A Coreia do Norte manteve um bloqueio rígido desde o início da pandemia, embora permita algum comércio com a China. Reconheceu seu primeiro surto de covid-19 em abril do ano passado, mas proclamou vitória sobre o coronavírus logo depois, o que chamou de "milagre".

No entanto, especialistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) questionam as estatísticas da Coreia do Norte sobre a covid-19. O país tem um dos piores sistemas de saúde do mundo, com hospitais mal equipados, poucas unidades de terapia intensiva e falta de medicamentos para o coronavírus.

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