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Construções sustentáveis ajudam Paris a reduzir impactos ambientais

A Cidade Luz tem hoje 80% de suas edificações certificadas e com sistemas que reduzem o consumo água e energia

Paris: a prática da certificação é comum na cidade desde a década de 90. (Wikimedia Commons)

Paris: a prática da certificação é comum na cidade desde a década de 90. (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 30 de junho de 2011 às 17h50.

São Paulo - Cada país lida de maneira distinta com o objetivo de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Na França, mais especificamente na capital, Paris, uma alternativa eficiente tem sido o incentivo às construções sustentáveis.

A Cidade Luz tem hoje 80% de suas edificações certificadas, com a garantia de que causam o menor impacto possível ao meio ambiente. Por isso, têm sistemas para redução no consumo de água e energia, entre outros itens sustentáveis avaliados durante toda a construção ou reforma de um prédio.

A prática da certificação é comum na cidade desde a década de 90. O selo francês HQE (Alta Qualidade Ambiental), criado em 1996, serviu como base para o selo AQUA usado para as construções sustentáveis no Brasil, e disponibilizado pela Fundação Vanzolini.

A estratégia francesa ganhou tanta importância nos últimos anos que se tornou alvo de políticas públicas, desde 2009, através de um acordo feito com o Ministério do Meio Ambiente. O reflexo disso foi o sucesso e a popularização das edificações sustentáveis, que não estão somente em prédios comerciais, mas atingem também os hospitais, bibliotecas, escolas e residências.

O acordo também obriga as empresas de produtos usados na construção civil a fazerem um acompanhamento ambiental dos produtos em todo o seu processo de fabricação, até que chegue ao consumidor final. A base de dados fica disponível aos consumidores através da internet. Assim, as pessoas podem escolher o mais correto em termos ambientais e o governo consegue mensurar os impactos gerados pelo ramo em toda a cidade.

Segundo o secretário de Emprego e Desenvolvimento Econômico, em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, “A meta é reduzir o consumo de energia em 25% entre 2004 e 2020”.

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