Mundo

China 'não hesitará em iniciar uma guerra' por Taiwan

Segundo ministro chinês da Defesa, caso haja separação de Taiwan, o exército chinês travará uma guerra

exército chinês (Getty Images/Divulgação)

exército chinês (Getty Images/Divulgação)

A

AFP

Publicado em 10 de junho de 2022 às 11h55.

A China "não hesitará em iniciar uma guerra" se Taiwan declarar sua independência, disse um porta-voz do ministério da Defesa nesta sexta-feira (10), depois de uma reunião entre o ministro chinês da Defesa e seu homólogo americano em Singapura.

"Se alguém se atrever a separar Taiwan da China, o exército chinês não hesitará em iniciar uma guerra, custe o que custar", disse Wu Qian citando o ministro da Defesa Wei Fenghe durante uma reunião com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin.

VEJA TAMBÉM: Putin se compara a Pedro, o Grande, e fala em 'devolver' territórios à Rússia

O ministro também disse que Pequim "adiará" qualquer complô de independência da ilha e defenderá "com determinação a unificação da pátria", segundo o ministério chinês.

Os líderes de ambos os países mantiveram suas primeiras negociações presencialmente na Singapura, às margens do chamado Diálogo de Shangri-la, um fórum sobre segurança.

Wei insistiu que Taiwan pertence à China e que os Estados Unidos não deveriam "usar Taiwan para conter a China", segundo o ministério.

Austin instou Pequim a "se abster de novas ações desestabilizadoras contra Taiwan", afirmou o Pentágono.

Taiwan, uma ilha democrática autogovernada, vive sob a constante ameaça de uma invasão por parte da China.

A China considera esta ilha de 24 milhões de habitantes como uma de suas províncias. Embora não controle o território, prometeu tomá-la algum dia pela força se for necessário.

VEJA TAMBÉM: Invasão ao Capitólio foi tentativa de golpe e teve Trump como líder, afirma comissão

Acompanhe tudo sobre:ChinaGuerrasTaiwan

Mais de Mundo

Como a renda básica a moradores de rua fez essa cidade nos EUA poupar US$ 589 mil

Os EUA vão proibir antivírus Kaspersky no país por 'risco de segurança'; entenda

Bailarina americana doa US$ 50 para instituição da Ucrânia e pode ser presa; entenda

Os EUA temem que Domo de Ferro não aguente guerra contra Hezbollah

Mais na Exame