CEBRI lança Núcleo Economia Política em parceria com a Fiesp

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) seu novo Núcleo de Economia Política em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com um debate sobre “O liberalismo radical e a necessidade de alternativas”.
 (CEBRI/Exame)
(CEBRI/Exame)
Por Carlo CautiPublicado em 11/03/2022 16:11 | Última atualização em 11/03/2022 16:13Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) lançou na quinta-feira (10) o seu novo Núcleo de Economia Política em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O primeiro evento do novo Núcleo foi um debate sobre “O liberalismo radical e a necessidade de alternativas”, realizado junto com Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp.

Participaram também do debate o presidente do Conselho Curador do CEBRI e ex-presidente do BNDES, José Pio Borges, o Conselheiro André Lara Resende e os Senior Fellows Leonardo Burlamaqui e Rogério Studart.

“O que estamos vendo surgir como alternativa ao liberalismo radical são governos autocráticos e populistas”, declarou o presidente da Fiesp

Estamos vendo surgir um novo liberalismo, diz presidente da Fiesp

Segundo o presidente da Fiesp, “o liberalismo radical foi evoluindo, mas foi se radicalizando tanto à direita quanto à esquerda. No caso da direita, com o Estado mínimo e, à esquerda com a liberalização e o indivíduo se sobrepondo ao coletivo. O que estamos vendo surgir como alternativa ao liberalismo radical são governos autocráticos e populistas e isso não nos interessa".

Gomes da Silva propôs o debate de alternativas para “salvar o liberalismo dele próprio”.

Por sua vez, Rogério Studart destacou como o liberalismo radical impactou o Brasil.

“É um caso extremo, onde o liberalismo econômico radical causou mais impacto. Houve queda de investimentos, especialmente em infraestrutura e tecnologia. O país viu crescer a fome, a insegurança sanitária e energética. O desmatamento e a destruição ambiental, além de uma inserção internacional manca, também são consequências de algumas manifestações recentes deste modelo", salientou Studart.

Para ele, o futuro do Brasil é preocupante. Uma opinião compartilhada com o líder do Núcleo de Economia Política do CEBRI, André Lara Resende.

“Preocupa a capacidade de pensar a retomada e crescimento, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável”, afirmou. “A necessidade de alternativas é evidente. O Brasil fracassou no combate às desigualdades, na questão ambiental e na saúde. O declínio econômico foi um entrave para o sucesso do liberalismo no país”, acrescentou Lara Resende.

Para Leonardo Burlamaqui, o Estado é o responsável por solucionar os problemas de interesse coletivo.

“Os problemas são complexos e de interesse coletivo. Eles atravessam o poder público e a sociedade. Cabe ao Estado pensar o que pode fazer para ser parte da solução e não parte do problema", salientou Burlamaqui, senior fellow do CEBRI.