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O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, chegou a Buenos Aires na quinta-feira, 7, pela noite, para comparecer à posse de Javier Milei como presidente, no domingo, 10.

Os dois se encontraram na manhã desta sexta, e posaram para um vídeo, divulgado nas redes sociais.

"Foi uma conversa de amigos. Falamos de economia. Todo mundo sabe que sua escola é austríaca, que tem de tomar medidas rápidas. Temos uma hiperinflação próxima", disse Bolsonaro a jornalistas, ao deixar o hotel onde a reunião foi feita.

Estiveram presentes o deputado federal Eduardo Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Gilson Machado, ex-ministro do Turismo. Do lado argentino, esteve presente Patricia Bullrich, terceira colocada na disputa do primeiro turno e que endossou Milei.

Na quinta, ao chegar no aeroporto, Bolsonaro foi recebido por um efetivo da Polícia Federal e cumprimentou apoiadores.

Nesta sexta pela manhã, Bolsonaro deu entrevista à rádio Mitre, Bolsonaro se comparou ao novo presidente. Disse que os dois foram goleiros na juventude e que ele também começou a carreira como um "opositor solitário".

"Fiz uma carreira parecida com a dele. O político não gosta da verdade, se esconde para poder ganhar a simpatia de todos". No entanto, Bolsonaro foi deputado por 27 anos, enquanto Milei ficou no cargo por dois anos.

Na conversa, de cerca de 30 minutos, o ex-presidente também fez ataques a Lula e aos partidos de esquerda. "Esquerda e direita não são opositores, são inimigos."

O ex-presidente também caminhou pela rua Florida, no centro de Buenos Aires, que costuma receber muitos turistas brasileiros, e fez fotos com algumas pessoas, segundo o Clarín.

Milei será empossado em uma cerimônia no Congresso argentino às 11h de domingo. Depois, deve discursar na escadaria em frente ao edifício e ir em desfile aberto até a Casa Rosada. Lá, receberá os cumprimentos de líderes e representantes estrangeiros.

Bolsonaro foi convidado em caráter pessoal, já que não ocupa atualmente nenhum cargo, e não está claro como será recebido na cerimônia. O ex-presidente estará com uma comitiva que inclui a ex-primeira-dama Michelle, os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Goiás, Ronaldo Caiado, e mais alguns assessores e deputados.

O Brasil será representado por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. O presidente Lula foi convidado, mas não irá. Durante a campanha, Milei fez ataques a Lula: o chamou de comunista e corrupto. Ao mesmo tempo, Lula e o PT deram apoio indireto a Sergio Massa, rival de Milei na disputa eleitoral.

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