Biden anunciará US$ 2,9 bilhões para combater insegurança alimentar

Este novo financiamento "se junta aos 6,9 bilhões de dólares em assistência comprometidos este ano pelo governo dos Estados Unidos
Isso "interrompeu as cadeias de suprimentos globais e aumentou drasticamente os preços globais dos alimentos". (Spencer Platt/Getty Images)
Isso "interrompeu as cadeias de suprimentos globais e aumentou drasticamente os preços globais dos alimentos". (Spencer Platt/Getty Images)
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AFPPublicado em 21/09/2022 às 12:44.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja anunciar nesta quarta-feira (21) na Assembleia Geral das Nações Unidas 2,9 bilhões de dólares em nova ajuda para enfrentar a insegurança alimentar mundial, segundo um comunicado da Casa Branca.

Este novo financiamento "se junta aos 6,9 bilhões de dólares em assistência comprometidos este ano pelo governo dos Estados Unidos para apoiar a segurança alimentar mundial", disse um comunicado.

A Casa Branca disse que o fornecimento de alimentos está sendo perigosamente afetado pelos "graves impactos da pandemia, o aprofundamento da crise climática, o aumento dos custos de energia e fertilizantes e conflitos prolongados, incluindo a invasão russa da Ucrânia".

Isso "interrompeu as cadeias de suprimentos globais e aumentou drasticamente os preços globais dos alimentos".

Em particular, uma longa seca deixou partes da Somália em risco de fome, acrescentou a Casa Branca.

"Este novo anúncio de US$ 2,9 bilhões salvará vidas por meio de intervenções de emergência e investirá em assistência à segurança alimentar de médio e longo prazo para proteger as populações mais vulneráveis da crescente crise na segurança alimentar global", afirmou.

Os fundos serão distribuídos da seguinte forma: 2 bilhões para intervenções humanitárias de emergência, 783 milhões para projetos de desenvolvimento de longo prazo e uma contribuição de 150 milhões para o Programa Global para Agricultura e Segurança Alimentar, uma plataforma internacional lançada no nível do G20 após a grande crise financeira e econômica de 2008.

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