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Argentina não pagará dívida com Clube de Paris

Fundo de pagamento da dívida do país, que chega a US$ 7,5 bi, será usado para saldar débitos com a iniciativa privada

O ministro argentino da Economia, Amado Boudou (Getty Images)

O ministro argentino da Economia, Amado Boudou (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 20 de setembro de 2010 às 14h57.

Buenos Aires - O ministro da Economia argentino, Amado Boudou, afirmou que o projeto de orçamento para 2011 não contempla o pagamento da dívida que o país sul-americano mantém com o Clube de Paris, de 7,5 bilhões de dólares.

"O fundo (de desendividamento) de 7,504 bilhões de dólares é exclusivo e está designado para o pagamento dos detentores privados de títulos da dívida, como foi feito em 2010", disse Boudou em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal econômico BAE, negando que haja recursos previstos para saldar a dívida com o Clube de Paris, integrado por grandes potências.

O funcionário negou também a possibilidade de realizar um pagamento único ao Clube de Paris como ocorreu com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2006 de 9,5 bilhões de dólares, durante o governo de Néstor Kirchner (2003-2007), marido da atual presidente Cristina Kirchner.

Além de saldar sua dívida com o FMI, a Argentina saiu da supervisão da instituição financeira, uma das condições impostas pelo Clube de Paris, formado por países europeus, Estados Unidos e Japão.

"Que ninguém espere que resolvamos (a dívida com o Clube de Paris) em termos que não sejam favoráveis para a Argentina ou em uma negociação com o FMI. Vamos resolver os termos que sejam razoáveis para os credores, mas que sobretudo sejam favoráveis para a Argentina", advertiu.

A Argentina normalizou este ano quase 95% de sua dívida que tinha entrado em 'default' em 2001 em mais de 90 bilhões de dólares, o maior da história.

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