Afeganistão e BP dominam reunião entre Obama e Cameron

Primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, encontra-se com Barack Obama pela segunda vez desde que assumiu o poder

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, começaram hoje uma reunião na Casa Branca para tratar, entre outros assuntos, da guerra no Afeganistão e da companhia petrolífera BP.

O encontro é o segundo entre os dois governantes desde a chegada de Cameron ao poder, em maio, e começou às 11h locais (12h de Brasília), como previsto.

Após a reunião e um almoço de trabalho com a presença do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, Obama e Cameron vão conceder uma entrevista coletiva.

Outro assunto espinhoso do encontro será a polêmica surgida nos últimos dias sobre o papel da BP na libertação do líbio Abdelbaset al Megrahi, condenado à prisão perpétua na Escócia por seu envolvimento no atentado de Lockerbie em 1988 e que o Reino Unido entregou à Líbia no ano passado.

"O responsável pelo atentado de Lockerbie não deveria ter ficado em liberdade", declarou na segunda-feira o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Megrahi foi solto sob a justificativa de que sofria de um câncer terminal e tinha poucos meses de vida. Entretanto, o único condenado pelo atentado que deixou 270 mortos na explosão de um avião sobre a cidade escocesa de Lockerbie continua vivo e sem sinais de deterioração de sua saúde.

Segundo a imprensa britânica, a BP pressionou para a libertação do terrorista porque buscava explorar petróleo no golfo líbio de Sidra.

Outro assunto da reunião entre Obama e Cameron será o andamento das negociações de paz no Oriente Médio, onde está o enviado especial dos EUA para a região, George Mitchell, para uma nova rodada de conversas indiretas entre israelenses e palestinos.

O primeiro-ministro do Reino Unido terminará sua visita aos EUA na quarta-feira em Nova York, onde se reunirá com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e participará de um jantar em sua homenagem oferecido pelo prefeito da cidade, Michael Bloomberg.

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