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4 curiosidades sobre o faxinaço “verde” na nuvem da Apple

Depois de ficar mal na lista do Greenpeace sobre as gigantes do TI que mais usam fontes sujas, Apple promete abastecer com 100% energia renovável seu principal centro de dados nos EUA

A adoção de eletricidade 100% limpa em Maiden, na Carolina do Norte, é sinal de que a Apple quer soprar para bem longe as nuvens cinzas que pairam sobre seus data centers (Justin Sullivan / Getty Images)

A adoção de eletricidade 100% limpa em Maiden, na Carolina do Norte, é sinal de que a Apple quer soprar para bem longe as nuvens cinzas que pairam sobre seus data centers (Justin Sullivan / Getty Images)

Vanessa Barbosa

Vanessa Barbosa

Publicado em 21 de maio de 2012 às 15h39.

São Paulo – A Apple decidiu fazer um faxinaço na sua nuvem. Na última quinta-feira, a Maçã anunciou que seu principal centro de dados nos EUA, localizado em Maiden, na Carolina do Norte, será totalmente alimentado por fontes de energia limpa até o final deste ano. A promessa acontece menos de um mês depois da gigante ter figurado, com um desempenho vexatório, em um ranking da ONG ambientalista Greenpeace que avaliou o uso de energia suja pelas empresas de TI.

Divulgado em meados de abril, o relatório “How clean is your cloud?” (no português, “O quão limpa é a sua nuvem?”) indicava que mais da metade da energia que alimenta a nuvem da Apple teria origem em fontes sujas, principalmente o carvão, grande emissor de gases efeitos estufa, vilões do aquecimento global.

A adoção de eletricidade 100% limpa em Maiden é sinal de que a Apple quer soprar para bem longe as nuvens cinzas que pairam sobre seus data centers. Confira a seguir, 4 curiosidades sobre essa faxina “verde”:

Geração local

Segundo a Apple, 60% de toda a demanda de energia do seu data center em Maiden será suprida pela geração local de eletricidade. Para atingir esse objetivo, a empresa está construindo uma usina solar ao lado de suas instalações, que também contarão com 4,8 megawatts gerados por uma central de células de combustível a biogás. Ao todo, a infraestrutura elaborada na região será capaz de gerar 84 milhões de kWh de energia anualmente.

Data center da Apple, Maiden: eficiente em termos de consumo de energia e material (Divulgação)

Fontes externas

Além da geração local, os 40% restantes da demanda de energia serão supridos pela compra de eletricidade da rede que tenha origem em fontes limpas próximas ou regionais. “A compra de energia limpa local nos dá flexibilidade para satisfazer nossas metas ao longo do tempo, além de incentivar o investimento em projetos de energia renovável, como eólica, solar e biogás”, diz a Apple, em seu site.

Pensando nisso, a gigante do TI apoia uma organização sem fins lucrativos, a NC Green Power, para aumentar a produção local de energia renovável em todo o estado da Carolina do Norte.


Hoje, o maior projeto da Apple com o NC GreenPower é um aterro sanitário local em Catawba County (localizado a apenas três quilômetros do centro de dados da empresa) capaz de gerar eletricidade usando o gás metano de resíduos.

Telhado branco e outras credenciais verdes

Eficiência energética não é a única credencial verde do centro de dados da Apple em Maiden. O local carrega a cobiçada certificação LEED Platinum, emitida por parcimônia pelo U.S. Green Building Council. Isso significa que o edifício foi erguido seguindo padrões da construção sustentável.

Na edificação, foram utilizados 14% de materiais reciclados que eliminaram 93% do entulho dos aterros e aproveitaram 41% do material comprado em um raio de 800 quilômetros do local. Uma característica que ajuda a otimizar a eficiência energética do prédio é o telhado com cobertura branca, de forma aumentar a refletividade solar, o que ajuda a manter uma boa temperatura interna.

Pegada de carbono mais leve

Outros datacenters da empresa já passaram pela repaginada verde, com sucesso. De acordo com a Apple, nos últimos 10 anos, as instalações da empresa no Texas, Califórnia, e em cidades estrangeiras, como Cork, na Irlanda e Munique, na Alemanha, passaram a operar em sua totalidade a partir de fontes renováveis. Com isso, a empresa diz evitar emissões de 30 mil toneladas de CO2e anualmente.

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