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Arroz dispara mais de 20% em 2020 e é vendido por até R$ 40

Feijão carioca também subiu 20% no mesmo período e acumula alta de preço de 45% nos últimos 12 meses

Alta foi causada pelo aumento das exportações, valorização do dólar, quebra de safra e maior demanda (foto/Reprodução)

Marília Almeida

Publicado em 8 de setembro de 2020 às 15h43.

Última atualização em 8 de setembro de 2020 às 16h22.

Os preços de alimentos estão pesando no bolso do consumidor em 2020. O preço de itens básicos, como feijão e o arroz, subiram 23,1% e 21,1% no acumulado do ano. O leite e óleo de soja não ficam atrás: o preço médio dos itens aumentaram 21,62% e 9,62%, respectivamente, no mesmo período.

Nos últimos 12 meses, a alta do feijão atinge 48% e, do arroz, 25,5%. Em sites como o da Americanas, 5 kg do arroz tipo 1 está custando R$ 41,10. Em outros locais, o mesmo produto custa ao redor de R$ 20. Já um pacote de 1 kg do feijão carioca chega a custar R$ 8 no site do Pão de Açúcar.

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Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), a disparada de preços foi causada pelo aumento das exportações do arroz e feijão e suas matérias-primas, a diminuição das importações dos itens, motivadas e a valorização do dólar frente ao real.

Preço do arroz e feijão (APAS/Reprodução)

A associação cita ainda a quebra de safra e o crescimento da demanda interna impulsionada pelo covid-19, que trouxe maior consumo de produtos básicos, tanto pelo auxílio emergencial quanto por conta do consumo em casa.

A disparada de preços só tem efeito limitado no orçamento das famílias porque no acumulado do ano, itens como os transportes, combustíveis e recreação ficaram mais baratos, e também porque custos com habitação tiveram alta de apenas 0,76%.

Para o professor de finanças da PUC-SP, Fábio Gallo, o recomendado é fazer uma lista de compras apenas do que é necessário para não ter prejuízos e gastar além do que o orçamento pessoal permite. “A recomendação é evitar sair comprando sem destino certo e pesquisa, sem cuidados e pegando o que tiver pela frente”. É necessário ainda evitar estoque de alimentos, diz o professor.

 

 

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