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Onde investir seu dinheiro em 2013, segundo o Santander

Investimentos mais atrativos de 2013 ainda serão mais ou menos os mesmos que foram bem em 2012

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	Santander espera economia estável para 2013, com melhora no cenário internacional
 (Gustavo Kahil/EXAME.com)

Santander espera economia estável para 2013, com melhora no cenário internacional (Gustavo Kahil/EXAME.com)

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Julia Wiltgen

Publicado em 4 de janeiro de 2013 às, 16h04.

São Paulo – Os melhores investimentos de 2013 provavelmente serão mais ou menos os mesmos campeões de 2012, acreditam os especialistas do Santander Asset Management, que apresentaram nesta sexta-feira suas projeções para a imprensa. Seu otimismo em relação à economia se traduz na expectativa de certa estabilidade econômica, ainda que com crescimento baixo. Assim, é possível que os investimentos que foram bem em 2012 repitam a dose em 2013, ainda que não com uma rentabilidade tão alta.

Para Luciane Ribeiro, diretora da asset do Santander, boas pedidas para a pessoa física são os investimentos atrelados a índices de preços. “Eu gosto dos fundos indexados para médio e longo prazo”, observa. Na renda fixa, os Fundos de Renda Fixa - Índices, que procuram bater a performance dos índices de renda fixa, ligados indiretamente a índices de inflação, como o IPCA.

Na renda variável, os fundos imobiliários, diz Luciane, devem continuar crescendo em 2013 – os aluguéis pagos mensalmente são corrigidos pela inflação e isentos de imposto de renda para a pessoa física. Além disso, os fundos multimercados e os fundos de ações mais ativos também devem continuar atraindo investidores e apresentando boa performance, acredita Luciane.

“Educação financeira será a chave de 2013”, diz a diretora da asset do Santander. “Os gestores de fundos estão tendo que se reinventar após a queda da taxa básica de juros. As recomendações dadas aos investidores serão cada vez mais importantes, pois está aumentando o número de pessoas que fica insatisfeita com a baixa rentabilidade de aplicações como a poupança. Será preciso tomar mais risco e entender a natureza desse risco”, completa.

De acordo com as projeções do estrategista-chefe do Santander Ricardo Denadai, 2013 deve ser um ano de crescimento econômico baixo no mundo todo, porém com economia e finanças mais equilibradas. Não deixa de ser um bom cenário frente aos últimos anos de crise. Os Estados Unidos deverão crescer 2%, a União Europeia terá crescimento próximo de zero, e a China deve ter um crescimento modesto, porém mais baseado em consumo, de 7,5%. “Este ano deve ter mais estabilidade com menos incertezas, e a economia americana ajudando mais”, acredita Denadai.

Por aqui, o crescimento projetado pelo Santander é de 3,3%, baseado no aumento do consumo das famílias e num necessário aumento do investimento, que ainda assim não deve ser estrondoso. A taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer em 7,25% até o fim do ano e a inflação deve fechar 2013 em 5,5%, contra 5,8% em 2012. Dado este cenário, conheça melhor os investimentos que os especialistas do Santander acreditam ser as boas pedidas de 2013:


Fundos de Renda Fixa – Índices

Rentabilidade em 2012: 21,65%
Captação líquida em 2012: 31,6 bilhões de reais

Esses fundos, que tiveram na média a maior valorização de 2012 entre todas as categorias de fundos, são um pouco diferentes dos fundos de renda fixa comuns, que procuram acompanhar ou bater por pouco a taxa Selic. Eles investem principalmente em títulos públicos ou de renda fixa privada de prazo mais longo. Esses papéis costumam ser prefixados – com uma rentabilidade pré-acordada na hora da compra – ou atrelados à inflação – com uma parte da rentabilidade prefixada e a outra corrigida pela inflação pelo IPCA.

Pelo Tesouro Direto é possível adotar essa estratégia de investimento ao aplicar nas Notas do Tesouro Nacional-série B, ou NTN-B. Esses títulos públicos foram simplesmente a aplicação mais rentável de 2012. Em vez de comprá-los e ficar com eles até o vencimento, para receber a taxa acordada, o investidor pode vendê-los antes do fim do prazo e embolsar a valorização desses títulos, que ocorre quando a Selic cai.

Essa estratégia pode ser um pouco complexa para o pequeno investidor empreender sozinho, pois é possível perder dinheiro com essas negociações, mesmo sendo renda fixa. Por isso existem os Fundos de Renda Fixa – Índices, que oferecem essa estratégia por meio de uma gestão profissional. O bom desempenho desses fundos e das NTN-Bs em 2012 se deveu à queda da Selic, que foi maior que a esperada. Porém, como para 2013 espera-se uma estabilidade da taxa de juros, os ganhos neste ano devem ficar um pouco menores.

O nome dessa categoria de fundos se deve ao fato de eles contarem com um índice de referência de renda fixa, chamado Índice de Mercados Andima (IMA). Esse é o indicador que esses fundos procuram vencer ou pelo menos seguir. Os principais são o IMA-B e o IMA-B 5+. O primeiro representa o desempenho de uma cesta de NTN-B de diferentes prazos, porém com vencimentos dentro de cinco anos. Já o segundo representa o desempenho de uma cesta de títulos também de diferentes prazos, mais sempre de cinco anos ou mais.

Isso significa que os fundos de renda fixa atrelados ao IMA-B investem em papéis corrigidos pela inflação com prazos inferiores a cinco anos e tentam vencer este índice. Já os fundos IMA-B 5+ investem em títulos ainda mais longos e tentam vencer este índice. O Tesouro Nacional oferece atualmente NTN-B com vencimento até 2050. Seja como for, são aplicações de prazo mais longo, diferentemente das aplicações mais comuns de renda fixa.

Repare que o que esses fundos fazem – e o que um investidor mais experiente pode fazer também – é especular com esses títulos para ganhar com sua valorização. É diferente de comprar um título desses e esperá-lo vencer, muito embora essa estratégia por si só já seja mais rentável que a poupança e a renda fixa atrelada à Selic.

De qualquer forma, o risco de calote é o menor possível, uma vez que são títulos da dívida do governo. Os fundos de renda fixa indexados, porém, também investem em papéis da dívida de empresas, as debêntures, cuja remuneração é corrigida pela inflação. Aí sim, há um risco de crédito adicional.


Fundos imobiliários

Rentabilidade em 2012: 40,21% considerando a variação das cotas e a distribuição de aluguéis (fonte: site fundoimobiliario.com.br)

Na opinião de Luciane Ribeiro, os fundos imobiliários vão se tornar cada vez mais populares. “O patrimônio desses fundos passou de 14 bilhões de reais para 36 bilhões de reais, um crescimento de quase 160%”, lembra ela. “Esses fundos têm um retorno aparentemente interessante, indexado a índices de preços de certa forma, o que preserva o poder de compra do investidor. Além disso, há o benefício fiscal para a pessoa física”, explica a diretora da asset do Santander.

Os fundos imobiliários compram parte ou a totalidade de imóveis comerciais como shopping centers, lajes corporativas, galpões logísticos, hospitais, entre outros, e ganham com a valorização desses ativos e o valor do aluguel, distribuído periodicamente aos cotistas e corrigido pela inflação. Esse aluguel não é tributado, não importando seu valor. Apenas o ganho com a valorização da cota, quando esta é vendida, sofre incidência de imposto de renda.

As cotas dos fundos imobiliários são negociadas em Bolsa, como se fossem ações. E embora a liquidez ainda não seja tão alta quanto a liquidez das ações, normalmente não é difícil vender as cotas, desde que o investidor não precise do dinheiro imediatamente. Se esse mercado realmente crescer, a liquidez tende a aumentar.

Em 2012 foram lançados fundos que ficaram bastante populares entre os investidores pessoa física, como os fundos que investem em agências do Banco do Brasil. O investidor precisa estar atento, porém, às condições do contrato do aluguel, que podem prever revisões de valores desvantajosas, bem como a possibilidade de vacância do imóvel ou a chance de desvalorização.

Fundos Multimercados

Rentabilidade dos Multimercados Multiestratégia em 2012: 14,33%
Captação líquida dos Multimercados Multiestratégia em 2012: 33,9 bilhões de reais

Os fundos multimercados englobam uma enorme gama de fundos que aplicam em diferentes tipos de ativos com diversas estratégias. Há aqueles que investem em ações, os que não investem, os que se focam mais em renda fixa e moedas, ou os que montam estratégias bem específicas com diversos tipos de ativos. Sua performance em 2012 também esteve entre as melhores do mercado, descolada do desempenho do Ibovespa justamente pela facilidade de esses fundos montarem estratégias alternativas para ganhar em diversos cenários.

Por isso mesmo, houve grande migração para esses fundos em 2012. Os fundos Multimercados Macro, que procuram seguir as tendências macroeconômicas, tiveram a melhor performance média, em torno de 18% no ano. Os Multiestratégia, que reúnem os maiores volumes aplicados, tiveram o segundo melhor desempenho entre os multimercados, em torno de 14%.

Esse tipo de fundo é uma boa alternativa no cenário atual justamente por ter mais liberdade para usar a estratégia que melhor convier ao momento, conseguindo buscar uma rentabilidade maior quando os juros estão baixos e o principal índice da Bolsa deixa a desejar.


Fundos de ações diferenciados

Rentabilidade dos Fundos Small Caps em 2012: 20,56%
Captação líquida dos Fundos Small Caps em 2012: 633 milhões de dólares

Rentabilidade dos Fundos de Ações Livres em 2012: 19,29%
Captação líquida dos Fundos de Ações Livres em 2012: 6,7 bilhões de reais

Rentabilidade dos Fundos de Dividendos em 2012: 15,96%
Captação líquida dos Fundos de Dividendos em 2012: 1,6 bilhão de reais

Apesar de o Ibovespa ter fechado o ano com alta de 7,40%, alguns fundos de ações conseguiram ir muito bem: aqueles que escolhem a dedo as melhores ações de acordo com sua estratégia e não se preocupam em seguir o principal índice da Bolsa. Em outras palavras, os fundos ativos, e não os passivos ou indexados. “Em 2013 será preciso sair da gestão passiva e ir para a gestão ativa”, diz Luciane Ribeiro, que lembra que o fundo de small caps do Santander rendeu, em 2012, nada menos que 37%.

As estratégias desses fundos são mais complexas de serem replicadas pelo pequeno investidor sem muita experiência no mercado. A vantagem dos fundos de ações livre ou de small caps, por exemplo, é que os gestores buscam ações de empresas que estejam subavaliadas e com grande potencial de valorização. Já os fundos de dividendos conseguem ser rentáveis mesmo em épocas de crise, pois os dividendos pagos pelas empresas compensam eventuais perdas nos valores dos papéis.

Para o estrategista-chefe do Santander, Ricardo Denadai, o Ibovespa tem um potencial de valorização de 18% em 2013. Ainda assim, devem continuar mais atrativos os setores de consumo, o de educação e, entre as commodities, mineração e siderurgia, dada a leve melhora do cenário internacional. “Mesmo que algumas dessas ações já estejam caras, será bom combinar papéis que ficaram um pouco para trás com esses papéis que vêm tendo bom desempenho. Será preciso manter parte da estratégia de 2012”, afirma Denadai.

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