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Mercado se rende à Apple e esquece o antennagate

Empresa de Steve Jobs contraria céticos, apresenta recordes de vendas e impulsiona ações após resultados

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Jobs em coletiva de imprensa sobre os problemas de sinal do iPhone: empresa nunca vendeu tão bem (.)

Jobs em coletiva de imprensa sobre os problemas de sinal do iPhone: empresa nunca vendeu tão bem (.)

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Mirela Portugal

Publicado em 22 de julho de 2010 às, 09h19.

São Paulo - Poucas vezes na sua história a Apple teve um calcanhar de Aquiles tão evidente e perigoso quanto a última geração de seus celulares, o iPhone 4. Protagonizado por uma pequena antena defeituosa, o problema de sinal arranhou a imagem sagrada de um Steve Jobs recém-ovacionado com o lançamento dos iPads e pôs de volta o sorriso no rosto da concorrência.

Mas mesmo com todas as turbulências, ao que parece, o mercado continua applemaníaco. A empresa divulgou ontem (21) resultados que superaram, em muito, as previsões de Wall Street, e são creditados ao melhor trimestre da história para as vendas da empresa. Após a divulgação dos números na tarde de ontem, as ações da empresa reagiram e registraram alta de 3,4% nas negociações noturnas em Nova York.

Um mercado cético e preocupado com enfraquecimento nas vendas e menor margem bruta de produtos recebeu números de fôlego. A empresa registrou um lucro líquido de 3,25 bilhões de dólares, ou 3,51 dólares por ação no terceiro trimestre de seu exercício fiscal, fechado em 26 de junho, em comparação com 1,83 bilhão, ou 2,01 dólares por ação, no mesmo período de 2009.

Em relatório assinado pelo analista Colin W. Gillis, a corretora americana BGC Brokerage recomendou a compra dos papéis, definindo preço-alvo de 350 dólares para as ações, além de revisar para cima a estimativa de lucro por ação de 13,81 dólares para 14,41 dólares até o final do ano. As ações encerram a sessão de ontem cotadas a 251,89 dólares.

Segundo a Internacional Strategy & Investment Group Inc, a expectativa é que a empresa prossiga com os bons resultados até dezembro. "A Apple deverá beneficiar do aumento da distribuição de iPhones e iPads durante o trimestre, além da introdução do iPhone em 18 novos países no final do julho e do iPad em nove países no mesmo período", dizem em relatório desta manhã os analistas Abhey Lamba e Cedric Selas. "Os resultados indicam que a demanda para os produtos da Apple continua robusta,  e que ainda há espaço para penetração ainda maior nos mercados mundiais", ressaltam os analistas.

Tábua de salvação

De volta aos holofotes impulsionada pelos números positivos, a Apple está só começando a colher os frutos de seu projeto de maior ambição, o avanço no território dos tablets, diz o banco de investimentos Barclays Capital. "Apostamos no iPpad e vemos mais uma evidência da capacidade do tablet canibalizar o mercado de netbooks, diante do crescimento de 12% nas vendas das unidades de desktops, enquanto a categoria de subnotebooks diminuiu 19% no mesmo período", escreve o analista Ben Reitzes em relatório divulgado nesta quinta-feira (21). O banco reitera os papéis da empresa como acima da média (overweight).
 

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