Acompanhe:

Governo recua sobre financiamento de Renda Cidadã e Ibovespa sobe

Investidores buscam barganhas, após bolsa fechar em queda por três pregões seguidos

Modo escuro

Continua após a publicidade
Bolsa: Ibovespa inicia outubro em alta, após duas quedas mensais consecutivas (NurPhoto/Getty Images)

Bolsa: Ibovespa inicia outubro em alta, após duas quedas mensais consecutivas (NurPhoto/Getty Images)

G
Guilherme Guilherme

Publicado em 1 de outubro de 2020 às, 10h40.

Última atualização em 1 de outubro de 2020 às, 17h43.

A bolsa brasileira fechou em alta nesta quinta-feira, 1, devolvendo parte das perdas da semana, com ajuda do exterior positivo à espera de estímulos e com parte dos investidores em busca de oportunidades, após as recentes desvalorizações. O mercado também repercutiu positivamente a declaração do vice-presidente Hamilton Mourão de que o governo não pretende mais utilizar recursos de precatórios e do Fundeb para financiar o Renda Cidadã. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,93% e encerrou em 95.478,52 pontos, depois de permanecer todo o período da manhã em queda, ainda com as incertezas fiscais sob os holofotes.

Petrobras

Parte do movimento de alta do índice se deu em função da recuperação das ações da Petrobras, que iniciaram o pregão em queda, mas entraram no campo positivo, com a expectativa de que Supremo Tribunal Federal (STF) decida que a companhia não precisa do aval do Congresso para a venda de refinarias. Até o fim do pregão o placar estava 4 a 3 favorável aos planos de desinvestimento da companhia.

“Esse julgamento é crucial para a Petrobras. Se o STF decidir que a venda das refinarias precisa de aval do Congresso, os planos da estatal para a redução do endividamento serão comprometidos e a obtenção de recursos para o investimento em exploração e produção de petróleo será colocada em xeque”, avaliam analistas da Exame Research.

Brasília

Embora a desistência do governo em usar dinheiro de precatórios e do Fundeb para o Renda cidadã ter apaziguado os ânimos dos investidores, o recente desentendimento entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, repercutiu mal no mercado.  Na véspera, Guedes chegou a afirmar que as privatizações não estavam andando porque Maia havia feito um acordo com parlamentares de esquerda.

A declaração foi rebatida por Maia, que afirmou que o motivo de as pautas não avançarem é pela falta de base do governo e que Guedes estava tentando tirar o foco do debate sobre teto de gastos. O presidente da Câmara também disse que o ministro estava “desequilibrado” e sugeriu assistir ao filme “A Queda”, que conta a história da derrocada de Adolf Hitler.

"Isso é bastante negativo porque reduzem as esperanças de andamento de reformas e privatizações", comenta Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo. Os temores sobre o emperramento de pautas econômicas do governo recaiu sobre as ações da Eletrobras, tida como a primeira nos planos de desestatização do governo, que caíram 0,5%, apesar do clima mais positivo no mercado. Os ruídos políticos também foram sentidos no mercado de câmbio, em que o dólar subiu contra o real na contramão do movimento de queda em outras economias emergentes.

Maiores altas

As ações do IRB Brasil voltaram a liderar as altas do Ibovespa, subindo 8,14%. Entre as maiores valorizações também estiveram as ações da Azul e da Gol, que receberam recomendação de compra do Goldman Sachs, avançando 5,41% e 4,8%, respectivamente. Cogna, que vinha sofrendo perdas desde o IPO da Vasta, subiu 6,56%, enquanto as empresas de shopping centers Multiplan, 5,76%, BR Malls, 5,61% e Iguatemi, 4,46%. "São ativos que ficaram para trás, então estão retomando", comenta Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.

Natura

As ações da Natura lideraram as quedas do Ibovespa, recuando quase 5%, após anunciar que oferta global de ações que pode levantar 6 bilhões de reais. Parte dinheiro deve ser usado para financiar o crescimento da companhia e processos de integração com a Avon. "Com a operação a Natura dá continuidade à estratégia de expansão global no setor de cosméticos, mas ações, no entanto, podem sofrer alguma instabilidade até o dia 8, quando será definido o preço da oferta.

CVC

As ações da CVC recuaram 2,6%, após a empresa apresentar, com atraso, o resultado do primeiro trimestre deste ano. No período, a companhia teve prejuízo líquido de 1,15 bilhão de reais, o não surpreende dados os impactos da pandemia no setor de turismo, segundo analistas da Exame Research. "A tendência e de que os números do segundo trimestre sejam ainda piores, considerando que foi o pico do coronavírus", avaliam em relatório. O resultado do segundo trimestre será divulgado em 26 de outubro.

Exterior

Apesar do cenário interno turbulento, o exterior segue positivo, com expectativa de novos estímulos nos Estados Unidos. Dados da maior economia do mundo também contribui para o bom humor dos investidores globais.

Divulgado nesta manhã, os pedidos semanais de seguro desemprego ficaram abaixo das expectativas, em 837.000 ante 850.000 esperados. O número foi o menor desde o início dos impactos da pandemia no mercado de trabalho americano, em meados de março.

Últimas Notícias

Ver mais
Projetos cripto receberam mais de US$ 90 bilhões desde 2017
seloMercados

Projetos cripto receberam mais de US$ 90 bilhões desde 2017

Há 3 horas

Como a Coreia do Sul está tentando 'copiar' o recorde das ações japonesas
seloMercados

Como a Coreia do Sul está tentando 'copiar' o recorde das ações japonesas

Há 4 horas

Em momento de baixa nas ofertas públicas de ações nos EUA, 'IPO privado' aparece como opção
seloMercados

Em momento de baixa nas ofertas públicas de ações nos EUA, 'IPO privado' aparece como opção

Há 17 horas

Cenário está bem para uma Selic terminal mais para 9,5%, diz ex-diretor do BC
seloMercados

Cenário está bem para uma Selic terminal mais para 9,5%, diz ex-diretor do BC

Há um dia

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais