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HSBC avalia que ações do setor educacional estão atrativas

Potencial de valorização elevado fez o banco aumentar a recomendação para ações da Anhanguera Educacional e Estácio de Sá
Fusões e aquisições podem dar valor às ações da Anhanguera Educacional. Na contramão, Estácio de Sá deixou a desejar por não apresentar sua estratégia para novas compras (SXC.hu)
Fusões e aquisições podem dar valor às ações da Anhanguera Educacional. Na contramão, Estácio de Sá deixou a desejar por não apresentar sua estratégia para novas compras (SXC.hu)
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Marcel SalimPublicado em 08/06/2011 às 11:29.

São Paulo – As ações do setor educacional estão mais atrativas, não apenas pela queda registrada nos últimos dois meses, mas também pelo potencial de valorização que os papéis apresentam diante dos fundamentos, avalia a equipe de pesquisa do HSBC.

Em relatório, o analista Luciano Campos elevou a recomendação para as ações da Anhanguera Educacional (AEDU3) e Estácio de Sá (ESTC3) de neutra para overweight (alocação acima da média do mercado). Segundo ele, a mudança ocorre por conta dos novos preços-alvos aplicados.

Citando a queda nos últimos dois meses vista nos papéis da Anhanguera Educacional, o analista acredita que a ação está mais atrativa e, por conta disso, reiterou a projeção de 41,5 reais para os próximos 12 meses. A cifra representa um potencial de ganho de 21,34% frente à cotação de 34,20 reais do fechamento de ontem.

Para a Estácio de Sá, Campos optou por cortar o preço-alvo de 29 reais para 27,50 reais em 12 meses, após adotar novas premissas macroeconômicas, incluindo a depreciação do dólar frente ao real. O novo valor representa um potencial de alta de 17,52% ante a cotação de 23,40 reais da última sessão.

Fusões e Aquisições

Em sua análise, o HSBC estima que a execução de projetos envolvendo fusões e aquisições, além de um desempenho melhor que o esperado para as novas admissões de alunos, podem impulsionar as ações ordinárias da Anhanguera Educacional.

O banco elevou “modestamente” as perspectivas de matrículas no curto prazo da companhia, embora tenha ampliado as projeções de despesas gerais e administrativas, principalmente tendo em vista os números apresentados durante o primeiro trimestre do ano.


Segundo Campos, a empresa deve registrar receita líquida de 1,34 bilhão e 1,83 bilhão de reais em 2011 e 2012, respectivamente, ao mesmo tempo em que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) vai ficar em 289 milhões e 401 milhões.

Na contramão

Em relação a Estácio de Sá, o HSBC descartou de sua análise as fusões e aquisições que poderão ser realizadas, isso porque a companhia não assumiu nenhuma programação para cumprir suas metas.

“Não creio que devemos continuar a precificar as fusões e aquisições em nosso modelo antes da execução pela Estácio de Sá. Consequentemente, excluímos da nossa análise aproximadamente 12 campi/60.000 alunos matriculados que projetávamos que ela iria adquirir entre 2011 e 2014”, declara Luciano Campos.

Diante deste novo cenário, o HSBC prevê queda na receita líquida da Estácio de Sá de 3,7% e 8% em 2011 e 2012, respectivamente, para 1,14 bilhão e 1,24 bilhão de reais. O Ebitda deve ficar em 143 milhões de reais neste ano e 178 milhões de reais no ano seguinte.