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Fôlego termina e Bovespa cai 3,5% com temor de recessão global

Principais bancos da Inglaterra e da França derreteram nas bolsas da Europa, que tiveram maior baixa em dois anos e meio

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O setor bancário europeu foi fortemente atingido nas negociações desta quinta-feira (Pascal Le Segretain/Getty Images)

O setor bancário europeu foi fortemente atingido nas negociações desta quinta-feira (Pascal Le Segretain/Getty Images)

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Gustavo Kahil

Publicado em 18 de agosto de 2011 às, 18h02.

São Paulo – O pânico voltou aos mercados financeiros internacionais e atingiu a bolsa brasileira nesta quinta-feira (18). O medo de contágio do sistema bancário europeu, com o possível espalhamento para os Estados Unidos, disparou e apunhalou as ações do setor no mundo inteiro. Além disso, dados sobre a economia americana e projeções mais sombrias sobre o rumo do país e da economia global também afetaram o humor dos investidores.

O Ibovespa terminou em baixa de 3,52%, aos 53.134 pontos. Na mínima, a queda alcançou os 5,1%. Nos EUA, o índice Dow Jones, o mais acompanhado em Wall Street, caiu 3,68%. O S&P 500 despencou 4,46% e o Nasdaq 100 recuou 5,22%. A ação da Souza Cruz (CRUZ3) resistiu e ganhou 2,54%, para 18,20 reais. Do lado negativo, destaque às ações da Vale (VALE3; VALE5). Os papéis despencaram 5% após os analistas do banco Société Générale reduzirem o preço-alvo das ADRs (American Depositary Receipts) da empresa de 42 dólares para 38 dólares.

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Os papéis da BM&FBovespa (BVMF3) foram fortemente atingidos. As ações encerraram em queda de 3,89%, mas chegaram a cair 5,73% após o Bank of America cortar a recomendação às ações de “compra” para “neutra” diante do receio de que haja queda no volume de negócios. “O fluxo de notícias negativas das medidas do governo para conter a apreciação real pode impactar as ações”, escreveram os analistas, incluindo Jorg Friedemann, em relatório.

Na Europa, as bolsas da região terminaram com a maior queda em dois anos e meio. Na Alemanha, o DAX 30 se desvalorizou em 5,82%. Em Paris, o CAC 40 caiu 5,48%. Em Londres, o FTSE 100 tem queda de 4,49% e, na Espanha, o Ibex 35 recuou em 4,7%. As ações do setor financeiro foram as que mais sofreram. O índice que acompanha o setor despencou 6,74 %, elevando as perdas no ano a cerca de 30%. O inglês Barclays e o francês Société Générale registraram baixa de mais de 11%. O alemão Commerzbank derreteu 10,5%.

Recessão iminente

A equipe de economistas do Morgan Stanley acordou o mercado com um relatório nada amigável. O banco revisou as projeções para o crescimento global e da Zona do Euro. E o resultado dos cálculos não foi nada animador. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro foi cortada de 2% para 1,7% neste ano e de 1,2% para 0,5% em 2012. Segundo o Morgan, há "um risco substancial de recessão total" na região. 

Segundo Chetan Ahya, um dos analistas que assina o relatório, a economia mundial está "perigosamente perto da recessão". As estimativas para o avanço global caíram de 4,2% para 3,9% este ano e de 4,5% para 3,8% em 2012. As economias desenvolvidas deverão crescer em média 1,5% neste ano e no próximo, em vez de 1,9% e 2,4%, respectivamente, como previsto antes. Para a China, as estimativas passaram de 9% para 8,7%. O Deustche Bank também diminuiu a projeção de 9,1% para 8,9%.

O medo de contágio

O jornal The Wall Street Journal (WSJ) indicou hoje que o Banco Central americano (Federal Reserve) e reguladores do governo estão preocupados com o espalhamento da crise da dívida dos países europeus para o sistema bancário americano. O governo estaria realizando um exame minucioso sobre os braços dos maiores bancos da região no país, segundo pessoas familiares ao assunto.

O Fed de Nova York, responsável pela fiscalização das operações de alguns dos maiores bancos europeus, tem se encontrado com os executivos em longas reuniões para entender a vulnerabilidade deles em um ambiente com o aumento das pressões financeiras. O BC americano tem exigido mais informações dos bancos sobre como eles poderiam acessar os fundos diários necessários nos EUA e, em alguns casos, pedindo que os bancos revisem as suas estruturas no país.

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