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Construtora salta 18% após renegociar R$ 1 bilhão em dívidas

Rossi fecha acordo com Bradesco e BB para alongar empréstimos e amplia duration (prazo médio de desembolso) da sua dívida de 10 meses para 39 meses

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	Prédio da Rossi: empresa alonga dívidas
 (Alexandre Battibugli / EXAME)

Prédio da Rossi: empresa alonga dívidas (Alexandre Battibugli / EXAME)

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Anderson Figo

Publicado em 30 de março de 2016 às, 18h34.

São Paulo - As ações da Rossi Residencial (RSID3) dispararam nesta quarta-feira (30) na Bovespa, após a companhia ter anunciado uma reestruturação de dívida bilionária. 

Os papéis da empresa fecharam em alta de 17,9%, para R$ 5,40 cada um. Com isso, elevaram o ganho acumulado no ano para quase 69%. As ações chegaram a subir 22,3% durante o dia, atingindo a máxima de R$ 5,60.

Já o Ibovespa encerrou o pregão de lado, com leve avanço de 0,18%, aos 51.249 pontos. O índice chegou a subir mais de 2% na sessão, levando sua valorização em março para cerca de 22%, e se aproximando de seu melhor mês desde dezembro de 1999.

Um acordo com o Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3) permitiu a Rossi reestruturar empréstimos que somam R$ 1,048 bilhão.

A cifra corresponde a 90% da dívida com bancos da companhia, que conseguiu ampliar seu duration (prazo médio de desembolso) de 10 meses para 39 meses, com redução "significativa de seus custos financeiros", segundo comunicado. 

No Bradesco, a Rossi conseguiu alongar uma dívida de cerca de R$ 820 milhões, com o novo prazo de 72 meses para pagamento e carência de principal e juros durante os primeiros 12 meses.

Já no BB, a companhia alongou um empréstimo em torno de R$ 228 milhões, com o novo prazo de 48 meses para pagamento com carência de 18 meses.

"Em ambos os casos as garantias serão constituídas por terrenos, unidades imobiliárias e/ou recebíveis de unidades prontas, além de cotas de certas empresas (SPEs) controladas pela companhia", disse a Rossi.

Segundo a companhia, as operações reforçarão seus recursos disponíveis, atualmente em cerca de R$ 200 milhões, e vão ajustar os fluxos de pagamentos às condições da empresa. 

Além disso, elas vão permitir "a venda com tranquilidade, e em condições normais de mercado, de seus estoques e ativos, incluindo a eventual venda de participação na sua subsidiaria Entreverdes, preservando valor para os seus acionistas".

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